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Eurodeputado açoriano pede mais quota de atum para as regiões autónomas

Paulo do Nascimento Cabral pediu, também, uma definição plurianual dos limites de pesca

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Paulo do Nascimento Cabral pediu, hoje, à Comissão Europeia, maior quota de atum para a Madeira e para os Açores. O eurodeputado açoriano interveio na Comissão das Pescas, no Parlamento Europeu, num encontro preparatório para a 29.ª reunião ordinária da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT). 

Destacando a sustentabilidade da pesca de tunídeos praticada nas duas regiões autónomas, com recurso ao salto e vara, que o parlamentar fez questão de associar ao aumento dos 'stocks' de atum no Atlântico, o eleito ao Parlamento Europeu pela lista do PSD defende que "estes bons resultados também devem ser partilhados com quem mais sofreu para os alcançar, desde logo os pescadores do Atlântico, dos Açores e da Madeira". 

Os Açores e a Madeira, mas especificamente os Açores, têm desenvolvido um trabalho excepcional de conservação, em que acabaram de classificar quase 300 mil quilómetros quadrados de área marinha como protegida, e isto também tem que ser uma nota dada nas reuniões do ICCAT quando se equacionar a atribuição das quotas de pesca, neste caso específico do atum, para as Regiões Ultraperiféricas. Nós somos exemplares na boa gestão dos nossos recursos e não podemos continuar a sobrecarregar nem a prejudicar os pescadores dos Açores e da Madeira. Paulo do Nascimento Cabral, eurodeputado português

A ICCAT é a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico, organização intergovernamental responsável pela gestão e conservação de espécies de atum e outras espécies pelágicas comerciais no Oceano Atlântico e mares adjacentes. A sua reunião anual está agendada de 17 a 24 de Novembro, em Sevilha, onde serão negociadas as medidas de gestão e conservação para os tunídeos e espécies afins no Oceano Atlântico e mares adjacentes, nomeadamente as quotas de pesca dos atuns.

Na lista de pedidos deixados à Comissão, o eurodeputado formulou o desejo que a "equipa negocial da União Europeia na reunião do ICCAT que trabalhe muito e de forma muito assertiva para um aumento da quota para os Açores e para a Madeira, para as Regiões Ultraperiféricas ou então uma quota adicional, como já tivemos no passado", evidenciando que as restrições em vigor não favorecem o sector. "Também pediria que a definição das oportunidades de pesca fossem o máximo plurianuais possível. Nós precisamos de estabilidade e previsibilidade e os investimentos dependem desta estabilidade e previsibilidade, e é por isso que nós precisamos de ter um horizonte temporal para a atribuição das quotas o mais estendido possível", acrescentou.