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Eleições Autárquicas Madeira

CH propõe "devolver feriado de 9 de Outubro do Senhor dos Milagres a Machico"

Foto DR/CH
Foto DR/CH

A candidatura do Chega (CH) à Câmara Municipal de Machico, liderada por Duarte Aveiro, quer "repor imediatamente o feriado municipal de 9 de Outubro, dia da Festa do Senhor dos Milagres, retirado recentemente pelo executivo socialista que decidiu impor outro feriado (8 de Maio, Dia do Concelho)", começa por dizer uma nota de imprensa. "Tal mudança foi aprovada pela Assembleia Municipal de Machico, numa decisão que muitos consideram desprovida de sentido e desrespeitosa para com as tradições locais".

Para Duarte Aveiro, "esta retirada é uma afronta à identidade machiquense", frisa, acrescentando que "retirar o feriado do Senhor dos Milagres é ferir a alma de Machico. É uma imposição política que desrespeita quem cultua esta devoção e quem deseja participar das festividades. A Câmara permite tolerância de ponto para os seus funcionários, mas nega esse direito aos demais trabalhadores e à população – é injusto, é humilhante".

Na nota, o CH acusa o PS de "agir contra as tradições religiosas e de favorecer simbolismos administrativos em vez de respeitar a fé do povo". Por isso, garantem: "Nossa proposta é clara: repor o feriado de 9 de outubro e reservar 8 de maio para ser, exclusivamente, o Dia do Concelho, mantendo as celebrações religiosas do Senhor dos Milagres como feriado municipal."

Também Miguel Castro, presidente regional do CH, reforça a crítica e "chama à mobilização", frisando que "este é mais um exemplo de como o PS ignora as raízes culturais dos municípios para impor decisões arbitrárias. Machico não pode aceitar ser transformado num laboratório de trocas e imposições simbólicas. Quando o CHEGA assumir a Câmara, este feriado será devolvido sem hesitações - porque tradição, fé e identidade não são temas para manipulação política".

O CH, diz a nota, "está pronto para levar esta proposta à Assembleia Municipal, para garantir que Machico não perca o dia que simboliza dor, fé e memória comunitária. A população exige justiça simbólica e respeito pela sua expressão religiosa e cultural - o CHEGA ouvirá essa voz e lutará por ela", conclui.