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Encontrados primeiros corpos após colapso de mina em 2006 no México

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O México descobriu os primeiros restos mortais após o colapso, em 2006, da mina Pasta de Conchos, no norte do país, após quase duas décadas do acidente onde morreram 65 trabalhadores, divulgou esta quarta-feira o Governo mexicano.

A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) revelou, em comunicado, que a descoberta ocorreu após quatro anos de trabalhos de resgate, determinados pelo Presidente Andrés Manuel López Obrador.

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As equipas de resgate chegaram agora ao ponto onde os registos indicavam ser a área em que trabalhavam 13 mineiros na altura do acidente, noticiou a agência Efe.

A CFE observou que, além dos restos humanos não detalhados, também foram localizaram diversos objetos de trabalho.

A mesma fonte indicou que não identificaram que naquele ponto da mina de carvão, onde apareceram os restos mortais, tivesse ocorrido uma explosão "conforme indicado na altura pelas autoridades".

E afirmou que, neste momento, são desconhecidas as condições das galerias localizadas em diferentes pontos da mina.

A CFE destacou ainda que, a partir de agora, a Procuradoria-Geral do Estado de Coahuila, a Comissão Nacional de Busca (CNB) e o Instituto Nacional de Medicina Genómica (Inmegen), iniciarão os protocolos de identificação dos restos mortais, bem como para determinar as causas do acidente.

O resgate dos corpos dos mineiros que ficaram presos em 19 de fevereiro de 2006 foi uma das promessas do Governo de López Obrador, que deixará o cargo em 01 de outubro.

O chefe de Estado mexicano formou, em 2019, um grupo de especialistas do México, Alemanha, China, Estados Unidos e Austrália, que determinaram por unanimidade a viabilidade do resgate.

Mas em julho de 2020 foi anunciado que o resgate ficaria a cargo da CFE, medida com a qual as famílias nunca concordaram dada a falta de experiência desta empresa pública em resgates ou em minas de carvão.

Em 19 de fevereiro de 2006, 65 trabalhadores morreram no acidente da mina Pasta de Conchos e apenas dois corpos foram recuperados, enquanto os restantes ficaram enterrados porque o seu resgate foi considerado de alto risco.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou, em 2018, a avaliação da responsabilidade das autoridades mexicanas nas mortes dos 65 mineiros, oito anos depois de os familiares terem apresentado o pedido.

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