O capital e o capitalismo selvagem
No DN de 28 de fevereiro de 2024, na primeira página, com o título: “Custos com pessoal superam os 150 milhões na Hotelaria”, estando em destaque o seguinte: “Os salários cresceram 10%, atingindo o valor recorde em 2023, ano em que os proveitos, subiram 24%”. Estando nas cartas do leitor do mesmo dia, página 30, a carta do Sr. Vítor Colaço Santos, com a seguinte chamada de atenção: “O conhecimento deve estar ao serviço do Homem. SEMPRE ! ; estando nas primeiras 10 linhas, o seguinte: “A concentração da riqueza ofende as normas da conduta moral, social e cultural. A agravada ganância de uma residual minoria, origina o sofrimento dos trabalhadores e do Povo. O capitalismo não respeita os direitos de quem trabalha, nem a Declaração Universal dos Direitos dos Humanos-básicos”.
O Concílio Vaticano II, ao tratar sobre o trabalho dos seres humanos, no artigo 36, destaca o aspecto social do trabalho humano quanto aos bens criados, trabalho que deve contribui “para o progresso de todos na liberdade humana e cristã”.
Para se constituir uma empresa, é necessário três espécies de capital: capital imobilizado, que é constituído por: edifícios, móveis e todo o equipamento necessário para a sua laboração; capital monetário, para pagamentos das compras de materiais; matéria prima e para pagamentos ordenados e salários e o capital humano, que são os seus em- pregados e trabalhadores, para fazerem singrar a empresa, com sucesso, para obter os seus lucros.
A doutrina social da Igreja Católica Romana, informa que uma percentagem dos lucros, obtidos na empresa, devem ser distribuídos pelo pessoal trabalhador.
Só o capitalismo selvagem, açambarca todo o lucro que foi o resultado dos seus trabalhadores, e o mais grave, é não pagar o justo valor de quem produz, para usufruírem os lucros fabulosos!
No DN do dia 29 do mesmo mês, em Explicações, página 29, com o título: “Terá Jardim sido mesmo fundador do PPD ?”.
O meu conhecimento, leva-me a crer que na Ilha da Madeira, foi o Sr. António Gil Silva, digno empresário na cidade do Funchal, pai do Sr. doutor João Cunha e Silva, o grande animador para a constituição do PPD, que foi atribuído o n.° 1 de militante, visto ser uma pessoa respeitável, como comerciante.
O primeiro Presidente da RAM, foi o Sr. Eng.° Ornelas Camacho, pessoa idónea e respeitável, após o 25 de Abril de 1974, que foi pessoa honesta, que não desbaratou a verba que tinha, em coisas supérfluas.
O Bispo Francisco Santana, pediu ao Sr. Eng.° Ornelas Camacho que cessa o seu lugar ao Dr. Alberto João Jardim. Como pessoa com dignidade e bom cristão, fiel à Igreja Católica Apostólica Romana, cedeu o ser cargo de Presidente da Região Autónoma da Madeira, ao Dr. Alberto João Cardoso Jardim.
O Dr. Alberto João, como presidente da RAM, foi um grande dissipador das verbas da Região da Madeira, deixando-nos uma dívida de sete mil milhões de euros.
O jornalista, Ribeiro Cardoso, natural do Porto, foi fundador de: “O Jornal, O Diário e Europeu” e escreveu o livro com o título: “Jardim, a grande fraude”; estando na contra capa o texto: “Hoje, a Região Autónoma da Madeira é tudo menos autónoma e o modelo de desenvolvimento imposto por Jardim um fracasso total.
A ilha vive muito acima das suas possibilidades e está afogada num mar de dívidas, totalmente dependente do exterior.
José Fagundes