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UNITA vai apresentar proposta sobre autonomia de Cabinda no parlamento

Foto Shutterstock
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O presidente da UNITA disse ontem que o partido vai levar à Assembleia Nacional uma proposta sobre a autonomia de Cabinda, manifestando-se disponível para dialogar com todos os atores cabindenses sobre a melhor solução.

Adalberto da Costa Júnior falava no sábado aos seus apoiantes no primeiro comício do ano, em Cabinda, região do norte de Angola, descontinuada geograficamente do território angolano e onde subsistem movimentos independentistas, que o Estado angolano não reconhece, como a Frente para a Libertação do Estado de Cabinda -- Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC)

O líder da UNITA, que manteve na sexta-feira um acalorado debate com ativistas cívicos e políticos e membros da sociedade civil cabindense destacou que defende a autonomia e que essa proposta vai ser materializada.

"Quando chegámos, houve muita gente que nos criticou por que deveríamos primeiro ouvir e só depois anunciar, ok, tomámos boa nota e estamos de novo a atualizar as diversas opiniões", declarou, acrescentando que deve ser ponderada que tipo de autonomia se pretende e "deve sair de uma negociação verdadeira e transparente, e não imposta"

O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola assinalou por outro lado que muitos países abraçam a autonomia, o que é "normal desde que saia de um diálogo sincero, verdadeiro", dando como exemplo África do Sul e São Tome e Príncipe, Portugal e Espanha, entre outros

Adalberto da Costa Júnior elogiou o povo de Cabinda e considerou que "se não existisse petróleo talvez todos estivessem melhor, porque este recurso é também motivo das nossas divisões

O dirigente do parido do "galo negro", lembrou que em 2025 Angola comemora 50 anos de independência e que há guerra já acabou á 20 anos e é necessário que acabem também os conflitos em Cabinda, apelando ao diálogo sem exclusão de ninguém

"Todas as áreas querem dialogar connosco, e nos estamos disponíveis", frisou, insistindo que "aqui em Angola ninguém mais quer guerra", mas sim "virar a página" de uma Angola pobre e sem direitos,

"Angola precisa de uma nova liderança", reforçou.