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Turismo Madeira

607 milhões de euros em proveitos totais no alojamento turístico da Madeira

Deste valor até Novembro, 429,9 milhões foram arrecadados nos aposentos, confirmando novos recordes em 2023

Foto Shutterstock
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O alojamento turístico na Madeira - não contando o alojamento local com menos de 10 camas que continua a não ter toda a informação contabilizada - atingiu em Novembro de 2023 um total recorde de 607 milhões de euros, quase 430 milhões de euros em proveitos de aposento que, ainda sem fechar o ano reflecte os máximos em vários indicadores, entre os quais as dormidas e os rendimentos por quarto disponível e utilizado.

Os dados provisórios foram avançados esta manhã pelo INE, que reflecte os dados de Novembro, mas também do acumulado desde Janeiro do ano passado, com os proveitos totais no alojamento turístico nacional a crescerem 20,4% e os relativos a aposento aumentaram 21,6%. "Neste período, os proveitos totais atingiram 5,7 mil milhões de euros e os relativos a aposento ascenderam a 4,4 mil milhões de euros. Comparando com igual período de 2019, continuaram a observar-se aumentos mais expressivos, +40,1% e +42,9%, respetivamente", refere o INE.

Por regiões, em Novembro, "a AM Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (42,4% dos proveitos totais e 45,4% dos proveitos de aposento, respetivamente), seguida pelo Norte (16,4% e 16,5%) e pelo Algarve (13,9% e 12,3%)". Mas os "maiores crescimentos ocorreram no Alentejo (+20,5% nos proveitos totais e +20,3% nos de aposento), no Norte (+18,4% e +17,3%) e na RA Madeira (+17,2% e +18,7%)", frisa o Instituto Nacional de Estatística. "Face a Novembro de 2019, continuaram a destacar-se as regiões autónomas (RA Madeira com +68,9% nos proveitos totais e +83,8% nos de aposento e RA Açores com +49,2% e +50,1%, pela mesma ordem)".

Já "no período acumulado de Janeiro a Novembro de 2023, os maiores crescimentos nos proveitos totais e de aposento ocorreram na RA Açores (+27,0% e +28,6%), na AM Lisboa (+25,1% e +26,5%), no Norte (+25,0% e +26,1%, respetivamente) e na RA Madeira (+24,1% e +27,1%)", todos acima da média nacional. "Comparando com igual período de 2019, os maiores aumentos nos proveitos totais e de aposento verificaram-se nas regiões autónomas (RA Açores com +61,3% e +63,2%, respetivamente, e a RA Madeira com +59,7% e +71,9%)", frisa.

Diz ainda o INE que "no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 43,0 euros em Novembro, registando um aumento de 7,6% face a igual período de 2022 (+13,9% em Outubro) e de 33,7% em comparação com Novembro de 2019", sendo que "os valores de RevPAR mais elevados foram registados na AM Lisboa (82,1 euros), na RA Madeira (57,2 euros) e no Norte (35,6 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na RA Madeira (+14,7%), no Alentejo (+12,7%) e no Algarve (+12,6%)".

Nota-se, portanto, a Madeira sempre nos maiores aumentos. Mas há mais. "No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 91,9 euros, +5,2% em relação ao mesmo mês de 2022 (+10,5% em Outubro). Face a Novembro de 2019, o ADR cresceu 30,3%", acrescenta o INE. "A AM Lisboa registou o valor mais elevado de ADR (127,1 euros), seguindo-se o Norte (84,6 euros), a RA Madeira (81,3 euros) e o Alentejo (78,0 euros)", mas "os acréscimos mais expressivos verificaram-se nas regiões autónomas, +11,0% na RA Madeira e +7,4% na RA Açores, seguindo-se o Norte (+7,3%)".

Recorde-se que o INE apenas contabiliza os alojamentos locais até 10 camas, excluindo uma grossa fatia dessas unidades, pelo que há que contar, no mínimo, 8,63 milhões de dormidas na Madeira até Novembro de 2023, apesar da quebra de 1,1% nas dormidas de residentes, compensadas com o aumento de 13,1% nas dormidas de não residentes. Um recorde que contribui assim para outros recordes, uma vez que os preços por quarto não baixaram, dispararam os proveitos totais e de aposento.