A Guerra Mundo

Pedro Sánchez visita na terça-feira as tropas espanholas na Letónia

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O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, desloca-se à Letónia na terça-feira para visitar as tropas espanholas destacadas nesse país numa missão para reforçar a segurança do país báltico face à ameaça da Rússia.

O anúncio da deslocação foi feito pela Aliança Atlântica, cujo secretário-geral, Jens Stoltenberg, irá acompanhar Sánchez na sua visita à base militar de Adazi, onde o contingente espanhol está destacado.

Também vão estar presentes o primeiro-ministro da Letónia, Krisjanis Karin, assim como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que se encontra em digressão por vários países europeus em ligação com a guerra na Ucrânia.

O Canadá comanda esta missão da Nato, para a qual a Espanha é o segundo maior contribuinte e para a qual acabou de afetar mais 150 efetivos.

A Espanha tem tropas destacadas não só nesta missão na Letónia, mas também participa em atividades da polícia no báltico e em todas as operações de reforço da dissuasão no flanco oriental.

Durante a visita à base de Adazi, Pedro Sánchez irá reunir-se com as autoridades letãs e saudar o contingente espanhol.

O Governo espanhol anunciou na semana passada que ia enviar mais 150 homens para o contingente destacado na Letónia, tendo um primeiro grupo de efetivos partido na quinta-feira passada para o país báltico, onde se juntarão aos 350 já destacadas no país desde 2017.

Segundo o Ministério da Defesa, a Espanha contribui assim para a decisão da Aliança Atlântica de reforçar as forças destacadas na fronteira oriental da Europa na sequência da invasão da Ucrânia por Vladimir Putin.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.