Mundo

Coreia do Norte disparou projéctil não identificado, o sexto lançamento este mês

None

A Coreia do Norte disparou hoje para o mar pelo menos um "projétil não identificado", que a confirmar-se será o sexto lançamento deste ano, revelou o exército da Coreia do Sul.

Os Chefes do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul confirmaram que os norte-coreanos "dispararam um projétil não identificado no mar do Leste", também conhecido como o mar do Japão.

Mas não detalharam no imediato se o projétil era um míssil balístico ou qual a distância que percorreu, noticia a agência AP.

Pyongyang já não testava tantas armas, no espaço de um mês, desde 2019, quando falharam as negociações entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e presidente dos Estados Unidos naquela altura, Donald Trump.

A Coreia do Norte tem vindo a intensificar os testes nos últimos meses de novos mísseis concebidos para sobrecarregar as defesas antimíssil na região.

A 05 e 11 de janeiro terá realizado um par de testes de voo de um suposto míssil hipersónico e também de mísseis balísticos de um comboio, numa aparente represália por novas sanções impostas recentemente pelos Estados Unidos Biden devido, precisamente, aos contínuos testes.

Pyongyang ameaçou em 20 de janeiro retomar os testes de mísseis nucleares e de longo alcance contra os Estados Unidos, suspensos em 2018 pelo seu líder, Kim Jong-un, no quadro de esforços diplomáticos que resultaram em cimeiras com o então Presidente norte-americano, Donald Trump.

A Coreia do Norte procura evidenciar a sua força militar num momento em que o país enfrenta dificuldades económicas devido a sanções internacionais e à pandemia de covid-19, bem como um impasse prolongado nas negociações nucleares com os Estados Unidos.

Alguns especialistas dizem que o líder norte-coreano Kim Jong-un está a regressar a uma técnica testada e comprovada de pressionar os EUA e os vizinhos regionais com lançamentos de mísseis e ameaças, antes de oferecer negociações destinadas a obter concessões.

Até agora, o seu Governo rejeitou o apelo da administração de Joe Biden para retomar o diálogo sem condições prévias, dizendo que Washington deve primeiro abandonar a sua "política hostil", um termo que Pyongyang utiliza principalmente para descrever sanções e exercícios militares combinados entre os EUA e a Coreia do Sul.

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs recentemente sanções a cinco norte-coreanos sobre o seu papel na obtenção de equipamento e tecnologia para os programas de mísseis do Norte, numa resposta aos testes do Norte no início deste mês.

O Departamento de Estado ordenou sanções contra outro norte-coreano, um homem russo e uma empresa russa, pelo seu apoio mais amplo às atividades de armas de destruição maciça da Coreia do Norte, e a administração Biden também disse que iria avançar com a proposta de sanções adicionais da ONU.