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Último dia para trabalhadores da TAP aderirem a medidas voluntárias

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O prazo para os trabalhadores da TAP aderirem às medidas voluntárias propostas pela companhia termina hoje, depois de ter sido prolongado por dez dias, para dar mais tempo aos colaboradores para decidirem.

Em 10 de março, o presidente executivo da companhia, Ramiro Sequeira, disse que a transportadora já tinha recebido 500 pedidos para aderir a estes programas, mas relembrou que "as pessoas até assinar têm tempo de reconsiderar" e que por isso a gestão tomou "a decisão de ampliar o prazo de fecho das medidas voluntárias que era dia 14 [de março]".

"Demos mais dez dias exatamente porque sentimos que as pessoas precisavam de mais tempo", afirmou no programa da RTP "Tudo é Economia". 

De acordo com uma mensagem enviada aos colaboradores em 10 de fevereiro, a que a Lusa teve acesso, "as medidas voluntárias disponíveis para os colaboradores da TAP S.A. contemplam: rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento".

"O processo de consulta e adesão às medidas voluntárias decorrerá de 11 de fevereiro a 14 de março de 2021, sendo a sua efetivação até 31 de março de 2021", referiu a TAP, na altura.

Após cinco anos de gestão privada, em 2020 a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.

Em 02 de julho, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, anunciou, em conjunto com o ministro das Finanças, João Leão, que o Governo tinha chegado a um acordo com os acionistas privados da TAP, passando o Estado a deter 72,5% do capital da companhia aérea (antes tinha 50%), por 55 milhões de euros, saindo David Neeleman da estrutura acionista.

No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.