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Burla de 1,3 milhões com carros no Norte passava por créditos em nome de quem não podia pagar

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Dois detidos por burlas de 1,3 milhões de euros falsificavam documentos para permitir que pessoas com problemas bancários e até com penhoras pudessem assumir empréstimos elevados na compra de carros importados, indicou hoje fonte policial.

"Em condições normais esses jamais serão concedidos porque as pessoas se encontravam desempregadas, com salários baixos, penhorados ou com já com problemas bancários", disse o comissário Dennis Cruz, da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

Garantindo, "de forma ardilosa", que os créditos de difícil ou impossível cobrança seriam aprovados, os detidos (dono de um stand e um contabilista) obtinham para si e para terceiros "vantagens patrimoniais muito elevadas".

Tais lucros resultavam desde logo do que o stand ganhava com a intermediação dos créditos dos bónus que instituições financeiras dão a quem intermedeia este tipo de operações e atinge determinado valor.

Neste processo estão em causa "mais de 75 contratos".

Além de garantir, desde logo, a venda de todos os veículos que importasse, sobretudo da Alemanha, os suspeitos arranjavam forma de se furtarem ao regime de IVA, com os carros a serem legalizados em nome de uma terceira pessoa e depois vendido ao stand.

O Fisco perdeu assim 200 mil euros, estima a polícia.

Em comunicado alusivo ao caso, emitido ao início da manhã de hoje, a PSP referiu que, além das duas detenções, foram realizadas seis buscas e cumpridos diversos mandados de apreensão de automóveis, nas áreas do Porto, Braga, Guimarães, Maia, Matosinhos, Famalicão, Trofa e Santo Tirso.

A PSP apreendeu 11 veículos automóveis, diversa documentação relacionada com os ilícitos em causa, material informático, uma arma de fogo (espingarda) e diversas munições e duas botijas de gás pimenta.

Além da detenção dos dois homens, de 43 e 44 anos de idade, vendedor e empresário, respetivamente, foram identificadas mais 13 pessoas (sete homens e seis mulheres).