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Berlim, Paris, Viena e UE discutem terça-feira combate ao terrorismo

França, Áustria, Alemanha e União Europeia discutem na terça-feira, em videoconferência, a resposta europeia à ameaça terrorista, depois de uma reunião entre o Presidente francês e o chanceler austríaco, anunciou hoje a presidência francesa.

Esta videoconferência, organizada uma semana depois do ataque 'jihadista' em Viena e após o de Nice e a decapitação do professor Samuel Paty, em França, em outubro, vai reunir Emmanuel Macron e Sebastian Kurz em Paris, a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, e também o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas.

A cimeira vai ser seguida de uma conferência de imprensa conjunta, segundo a presidência francesa.

Charles Michel e Clément Beaune, secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, são esperados hoje em Viena para prestar homenagem às vítimas do ataque, onde devem discutir com Kurz "a resposta europeia ao terrorismo, em particular o reforço dos controlos nas fronteiras externas europeias, o tratado de Schengen e a luta contra o ódio 'online' a nível europeu", de acordo com a Embaixada francesa na Áustria.

Na quinta-feira, Macron anunciou que quer duplicar as forças de controlo nas fronteiras francesas e apelou a "reformar" "em profundidade" as regras que regem o espaço Schengen, de livre circulação na Europa, acreditando que o combate à imigração ilegal faz parte da luta contra o terrorismo.

O Presidente francês pretende apresentar as primeiras propostas nesse sentido ao Conselho Europeu de dezembro, com o objetivo de "ter sucesso sob a presidência francesa" no primeiro semestre de 2022.

Na segunda-feira passada, um apoiante do grupo 'jihadista' Estado Islâmico abriu fogo no centro de Viena, matando quatro pessoas no primeiro ataque deste género na Áustria desde há décadas.

O ataque surge no contexto de ressurgimento das ameaças 'jihadistas' desde a republicação das caricaturas de Maomé em França, pelo semanário satírico Charlie Hebdo.

Depois da morte do professor francês Samuel Paty, degolado no passado dia 16 de outubro por um extremista por ter mostrado caricaturas de Maomé aos alunos numa aula sobre liberdade de expressão, a França voltou a sofrer em 29 de outubro um novo ataque relacionado com o extremismo islâmico na cidade de Nice.

O ataque foi perpetrado por um jovem tunisino, que entrou em França vindo de Itália, que matou com uma faca três pessoas, numa igreja católica daquela cidade francesa.