Milhares de palestinianos participam em funeral de paramédica morta na fronteira Gaza
Milhares de palestinianos participaram no sábado no funeral da paramédica voluntária palestiniana de 21 anos que foi baleada por forças israelitas e morreu na sexta-feira ao longo da fronteira do território de Israel com a Faixa de Gaza.
Razan al-Najjar, uma paramédica voluntária de 21 anos, foi baleada enquanto tentava retirar feridos perto da fronteira do território de Israel com a Faixa de Gaza, representando a segunda mulher entre mais de 115 palestinianos que foram mortos pelas forças armadas israelitas desde que começaram os protestos, no final de Março.
O exército israelita já disse que vai investigar a morte de Razan al-Najjar.
Na sexta-feira, milhares de palestinos juntaram-se na fronteira com Israel, no leste da Faixa de Gaza, marcando o décimo protesto semanal com o objectivo de chamar a atenção para o bloqueio israelense-egípcio e exigir o direito dos palestinos de voltarem às antigas casas no que hoje é Israel.
O ministro da Saúde da Palestina, Jawad Awwad, que condenou a morte de Razan, acusou Israel de violar as leis internacionais, já que, quando foi baleada, a jovem voluntária estaria vestida de branco, com a roupa que identifica as equipas médicas. Oficiais das Nações Unidas já condenaram a morte de Razan al-Najjar.
Milhares de Palestinianos, incluindo centenas de médicos em uniformes brancos, participaram nas cerimónias fúnebres da colega.
Depois do funeral, dezenas de palestinianos dirigiram-se à cerca que separa Gaza de Israel e atiraram pedras aos soldados israelitas. Cinco manifestantes foram feridos por fogo israelita, segundo as autoridades palestinas.