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Wall Street fecha em forte baixa pela aliança Buffett/Bezos/Dimon e taxa de juro

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A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa nítida, com os investidores preocupados com os desenvolvimentos no saúde e a tensão nas taxas de juro, que levou o Dow Jones ao maior recuo em sessão desde maio de 2017.

Os resultados definitivos indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 1,37% (362,59 pontos), para as 26.076,89 unidades.

O Nasdaq, mais resiliente, recuou 0,86% (64,02), para os 7.402,48 pont, e o S&P500 desvalorizou 1,09% (31,10), para os 2.822,43.

O setor da saúde ficou particularmente abalado depois do anúncio de uma aliança dos multimilionários Warren Buffett (Berkshire Hathaway) e Jeff Bezos (Amazon) com o banqueiro Jamie Dimon (JPMorgan Chase), para criar uma empresa fornecedora de serviços de saúde acessíveis aos empregados norte-americanos das suas respetivas empresas.

Verificaram-se importantes quedas em empresas do setor, como CVS (4,11%), Aetna (3,02%) e Humana (3,07%), com o subíndice do S&P500 que junta estes títulos a contrair-se em 2,13%.

“Cada movimento da Amazon numa indústria representa um perigo para as empresas ligadas à indústria em questão”, reagiu Quincy Krosby, da Prudential.

As cotações no setor da energia, por seu lado, desceram 2,02%, devido ao efeito de um novo recuo dos preços do petróleo.

Ao mesmo tempo, os índices foram fragilizados pela continuação da tensão nas taxas de juro norte-americanas, que no caso da relativa ao prazo de 10 anos atingiu um novo máximo em sessão, desde abril de 2014, ao chegar aos 2,731%, contra 2,694% no fecho precedente.

Esta taxa encaminha-se para uma progressão de quase 13% em janeiro, o que representaria a subida mensal mais elevada desde novembro de 2016 e a eleição de Donald Trump.

Taxas de juro mais elevadas sobre a dívida norte-americana criam uma concorrência mais forte para o mercado de ações, estimam vários analistas, com os investidores a serem mais tentados a investir em ativos cada vez mais remuneradores e que apresentam, pouco risco.

Esta progressão inscreve-se “num movimento mais global de subida das taxas de juro na Europa, Alemanha e França, em particular”, indicou Krosby.