Movimentos pró-democracia pedem à China libertação de activista taiwanês
Dirigentes de movimentos pró-democracia e contra o controlo chinês em Hong Kong e Taiwan pediram hoje a libertação do ativista taiwanês Lee Ming-cheh, detido na China há 15 dias por suspeitas de “atividades prejudiciais à segurança nacional”.
A petição foi subscrita por Joshua Wong, rosto estudantil do movimento “Occupy” em 2014 em Hong Kong, e por Chen Wei-Ting, Lin Fei-Fan e Huang Kuo-Chang, principais líderes da ocupação do parlamento de Taiwan em março de 2014, contra a aproximação económica à China, no âmbito dos protestos que ficaram conhecidos como “Sunflower Movement” (”Movimento dos Girassóis”).
“Hoje cumpre-se o limite de 15 dias para a detenção administrativa de suspeitos na China e exigimos a liberdade de Lee”, disseram os ativistas, que partilham uma visão participativa da democracia e a defesa da autonomia de Hong Kong e Taiwan em relação à China.
Os quatro dirigentes também apelaram aos Estados Unidos, nas vésperas de um encontro entre o Presidente Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping, na Florida, para que “preste especial atenção a este caso”.
No sábado, mais de 20 organizações governamentais de Taiwan advertiram a China de que a detenção do ativista taiwanês Lee Ming-cheh prejudica os laços bilaterais com a ilha e a imagem internacional de China, ao mesmo tempo que não “amedronta” os taiwaneses.
Nove dias depois do desaparecimento, o Governo chinês confirmou esta semana que Lee estava detido e que estava a ser investigado como suspeito de ter colocado em perigo a segurança do Estado, um crime comummente utilizado pelas autoridades contra ativistas ou dissidentes.