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Recuperação de ecossistemas é mais rápida com reintrodução de predadores e presas

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A recuperação de ecossistemas marinhos, afetados por pesca excessiva, por exemplo, é mais rápida e eficiente com a reintrodução conjunta de predadores e presas, em vez da reintrodução de uma espécie de cada vez, conclui um estudo.

Num artigo publicado hoje na revista Nature Ecology and Evolution, cientistas do departamento de pescas da Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA), das universidades de Oregon e da Califórnia em Santa Bárbara, também nos Estados Unidos, e do britânico Imperial College de Londres, defendem que a recuperação parcelar de espécies é “menos desejável ecológica e economicamente” que esforços de reintrodução de predadores e presas em paralelo.

Os investigadores concluíram que estratégias de recuperação de predadores, que em muitos casos são as espécies comercialmente mais relevantes, são particularmente lentas na recuperação dos ecossistemas, porque aumentam o número de predadores sem fazerem o mesmo com o número de presas, das quais os predadores dependem.

Os especialistas recorreram a modelos matemáticos e trabalhos de campo para analisarem o ritmo de recuperação de ‘stocks’ de espécies e de reequilíbrio dos ecossistemas.

“É uma questão de olhar para um ecossistema como um todo, em vez de considerar partes isoladas, em que se trabalha para repor uma espécie e depois a espécie seguinte. O nosso modelo previu com rigor que a recuperação concertada de predadores e presas é a maneira mais rápida e eficiente de recuperar toda uma comunidade marinha”, tendo em conta a interação entre espécies, diz, no artigo, Jameal Samhouri, biólogo marinho da NOAA e autor principal do estudo.

Uma base de dados da NOAA, citada no artigo, indica que esforços de recuperação de pesqueiros têm uma divisão equitativa entre estratégias “sequenciais” (uma espécie a seguir a outra) e “síncronas” (recuperação de predadores e presas em simultâneo).

O estudo analisou exemplos concretos como a recuperação de stocks de bacalhau do pacífico (’Gadus macrocephalus’) na região da ilha de Vancouver, no Canadá, que apenas se tornou significativa depois de esforços de recuperação de ‘stocks’ de arenque do pacífico (’Clupea pallasii’), a principal presa do bacalhau.