Trump diz que só há “uma solução” para a Coreia do Norte

08 Out 2017 / 05:59 H.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou numa mensagem enigmática ontem publicada na rede social Twitter que “só uma solução resultará” com a Coreia do Norte, mas não disse qual, dois dias após outra declaração do género.

“Os presidentes e os seus governos andam há 25 anos a falar da Coreia do Norte”, escreveu Trump, acrescentando que “os acordos passados e as enormes quantias de dinheiro gastas não surtiram efeito”.

“Os acordos foram violados antes mesmo de a tinta secar. Tenho muita pena, mas só uma coisa resultará”, concluiu, sem fornecer mais pormenores.

Na quinta-feira, numa recepção na Casa Branca, Trump disse outra frase evasiva, sem a explicar: “Talvez seja mesmo a calmaria antes da tempestade”.

O chefe de estado norte-americano acabara de participar numa reunião com os principais responsáveis militares do país para debater os assuntos sensíveis do momento, entre os quais o Irão e a Coreia do Norte.

Inquirido na sexta-feira pela imprensa sobre essa declaração, respondeu apenas: “Vocês vão ver”.

“Como já disse em muitas ocasiões, o presidente nunca anunciará antecipadamente” a sua estratégia, declarou ontem a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, em resposta a uma pergunta sobre o assunto.

Há uma semana, o secretário de estado, Rex Tillerson, confirmou a existência de contactos entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

“Disse ao Rex Tillerson, o nosso maravilhoso secretário de estado, que ele está a perder o seu tempo a negociar”, reagiu rapidamente Donald Trump via Twitter.

“Poupa a tua energia, Rex, nós faremos o que temos de fazer”, explicou, na altura.

Desde há vários meses que Trump e o dirigente norte-coreano, Kim Jong-Un, estão envolvidos numa escalada de violência verbal, tendo ambos já brandido contra o outro a ameaça de um ataque nuclear.

No seu primeiro grande discurso na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em meados de setembro, o Presidente norte-americano ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte em caso de ataque inicial de Pyongyang.

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