Situação da SIDA em Angola “é preocupante”

Angola /
05 Out 2017 / 16:14 H.

O director da ONU/SIDA em Angola, Michel Kouakou, considerou hoje “preocupante” o índice de prevalência da doença entre a população do país, de 2,4%, apelando por isso à sociedade para se juntar “aos esforços do Governo”.

O director do Programa Conjunto das Nações Unidas para o combate ao VIH/Sida (ONU/SIDA) falava à imprensa à margem do workshop nacional promovido pelas Organizações da Sociedade Civil para o Reforço ao Sistema de Saúde Comunitário de Angola, tendo assumido a preocupação com a propagação da doença no país.

“É sim preocupante porque a superfície de Angola é vasta, vasto é também o movimento das pessoas, então, sobretudo quando a gente quer vencer esta doença até 2030, temos que juntar esforços para que isso possa acontecer nesse horizonte”, disse Michel Kouakou.

O objectivo passa por atingir, entre outras, a meta de 90% de pessoas diagnosticadas com sida sob tratamento antirretroviral até 2030.

“Temos a possibilidade de tratar as pessoas, de mantê-las vivas e mantê-las na sociedade. Fazemos sempre um apelo sobre a prevenção, os meios existem, o Governo esta fazer muito esforço, o custo de tratamento é muito elevado”, apontou Michel Kouakou.

O ‘workshop’ nacional das Organizações da Sociedade Civil para o Reforço ao Sistema de Saúde Comunitário de Angola, que encerra hoje, em Luanda, é uma organização da Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida (Anaso).

Aquela organização estimou anteriormente que a epidemia de Sida em Angola afecta já cerca de meio milhão de pessoas, sendo que apenas 215 mil estão a ser acompanhadas, das quais 78 mil beneficiam de terapia com antirretrovirais.

De acordo com Michel Kouakou, as acções da ONU/SIDA em Angola continuarão voltadas para o apoio ao Governo nas acções de combate à doença.

“Em Junho deste ano, o Governo angolano decidiu implementar o ‘Programa Testar e Tratar’, para todos que sofrem da doença. Então estamos a implementar este programa a nível nacional apoiando nesta fase o Governo”, concluiu.

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