Pirata informático russo detido em Espanha a pedido dos EUA
Um presumível pirata informático russo foi detido em Espanha a pedido dos Estados Unidos, detenção que uma emissora russa noticiou estar relacionada com as presidenciais norte-americanas.
Piotr Levashov foi detido na sexta-feira em Barcelona com base num mandado de detenção por crimes informáticos emitido pelas autoridades norte-americanas, segundo fonte do Tribunal Nacional de Espanha que pediu anonimato.
Estas detenções não são raras, uma vez que, segundo os ‘media’ norte-americanos, os Estados Unidos preferem a detenção de suspeitos de crimes informáticos russos no estrangeiro dadas as dificuldades da sua extradição pela Rússia.
Mas a detenção de Levashov atraiu atenções depois de a mulher ter dito à televisão russa RT que estava relacionada com as interferências informáticas nas presidenciais norte-americanas de novembro de 2016.
Maria Levashova disse à RT que polícia armada irrompeu pelo apartamento do casal em Barcelona, mantendo-a e a uma amiga fechadas num quarto enquanto interrogavam Levashov.
Quando falou por telefone com o marido, já numa esquadra, Levashov disse-lhe que era suspeito de ter criado um vírus informático “relacionado com a vitória eleitoral de [Donald] Trump”.
A embaixada dos Estados Unidos em Madrid recusou comentar a decisão.
O porta-voz da embaixada da Rússia em Madrid, Vasili Nioradze, confirmou a detenção mas não precisou se Levashov é programador informático, como noticiou a RT, nem fez comentários sobre qualquer pedido de extradição norte-americano.
Nos Estados Unidos está em curso uma investigação, liderada pela polícia federal norte-americana, FBI, e pelos serviços de informações,`sobre uma suposta ligação entre a presidência russa e a campanha eleitoral de Trump.
A investigação partiu de denúncias e indícios de que ‘hackers’ russos entraram em computador do Partido Democrata para prejudicar a candidatura de Hillary Clinton e favorecer a vitória de Trump.