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Pentágono apresenta novo plano anti-EI a Donald Trump

Foto Reuters
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O Pentágono apresentou hoje à Casa Branca novos planos de combate ao grupo extremista Estado Islâmico, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter pedido a altos responsáveis da Defesa mais estratégias para destruir os ‘jihadistas’.

Uma das principais promessas de Trump durante a campanha eleitoral foi que intensificaria a luta contra aquele grupo ‘jihadista’, e criticou o Governo do seu antecessor, Barack Obama, por ter demorado demasiado tempo a fazê-lo.

O então candidato presidencial republicano disse ter um plano secreto para derrotar o EI, prometeu repetidamente “bombardear até à medula” o grupo extremista e até ameaçou matar familiares de suspeitos de serem combatentes ‘jihadistas’.

A 28 de janeiro, Trump deu ao Pentágono 30 dias para rever totalmente a estratégia de combate ao EI, que uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos tem estado a bombardear na Síria e no Iraque desde o final do verão de 2014, enquanto usa comandos para treinar e dar formação às forças de segurança locais.

O plano revisto tem contributos de todo o executivo, incluindo das respetivas agências de informações, do departamento de Estado e do departamento de Segurança Nacional.

Apesar de se tratar de um plano abrangente, as opções apresentadas na sua revisão são preliminares e serão depuradas nas próximas semanas, disse o porta-voz do Pentágono, o comandante da Marinha Jeff Davis.

“É um plano para atacar um inimigo, e não me parece que queiramos divulgar muito a seu respeito”, declarou Davis.

As opções apresentadas a Trump incluem provavelmente o envio de mais tropas norte-americanas para o Médio Oriente e uma postura mais agressiva do Pentágono noutras áreas decisivas.

“Isto não é sobre a Síria e o Iraque, é sobre uma ameaça transregional”, frisou o general Joe Dunford, que preside ao Estado-Maior das Forças Armadas, numa audiência em Washington na semana passada.

“Neste caso particular, estamos a falar do EI, mas também a Al-Qaida e outros grupos apresentam uma ameaça transregional”, acrescentou, sublinhando a importância de uma ação militar renovada, a par de esforços políticos e diplomáticos.

“Todos os que participaram nestes conflitos nos últimos 15 anos se aperceberam de que qualquer coisa que façamos no terreno tem de ser feita num contexto de objetivos políticos ou então não será bem-sucedida”, disse o general norte-americano.