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Maduro reitera que Assembleia Constituinte é o caminho para a paz na Venezuela

“Chega de violência criminal e terrorista contra o povo. A Venezuela quer paz, trabalho e prosperidade. O caminho é o poder constituinte”, escreveu no Twitter

Foto REUTERS/Marco Bello
Foto REUTERS/Marco Bello

O presidente da Venezuela reiterou ontem à noite que a Assembleia Nacional Constituinte que propôs é o caminho para a paz no país, que vive uma onda de violência que fez pelo menos 37 mortos e mais de 700 feridos.

“Chega de violência criminal e terrorista contra o povo. A Venezuela quer paz, trabalho e prosperidade. O caminho é o poder constituinte”, escreveu Nicolás Maduro na sua conta do Twitter, horas depois de os anti-chavistas terem anunciado que não vão participar neste processo por o considerarem “fraudulento”.

No entanto, Maduro chamou os cidadãos ao debate e a um “grande diálogo” mediante este mecanismo com que pretende alterar o ordenamento jurídico interno, em vigor desde 1999, e que foi promovido pelo antigo presidente Hugo Chavez (1999-2013).

Nicolás Maduro saudou os “dias de consulta e debate” que ocorreram entre sábado e domingo e que foram lideradas pela comissão que ele próprio designou para o efeito, tendo representantes das mulheres, dos reformados, dos jubilados, dos empresários, dos indígenas, dos agricultores, entre outros setores.

A coligação da oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) questionou que o executivo inicie o processo para uma eventual revisão da Constituição sem antes consultar os eleitores e que se pretenda eleger os redatores da nova Carta Magna através de votações de âmbito setorial e territorial.

O governo venezuelano, por seu lado, indicou que se vão eleger constituintes nas eleições territoriais tradicionais e que as setoriais se farão “considerando que há registos institucionais históricos, fiáveis e verificáveis que garantam o princípio da universalidade do respetivo setor”.

As manifestações contra e a favor do Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde há um mês, com a oposição a reclamar a libertação dos presos políticos, a convocação de eleições gerais, o fim da repressão policial e o cancelamento da Assembleia Constituinte.