Banco catalão Sabadell discute hoje mudança de sede

05 Out 2017 / 12:37 H.

O conselho de administração do banco catalão Sabadell reúne-se de forma extraordinária esta tarde para decidir se deve mudar a sua sede social de Barcelona para Madrid ou Alicante.

Fontes do banco confirmaram a reunião para discutir uma possível deslocalização da sede para permitir o quinto maior banco espanhol e o segundo da Catalunha continuar protegido pelas regras exigentes de supervisão do BCE (Banco Central Europeu) e a operar com toda a normalidade dentro do sistema bancário europeu

Quando se soube da realização da reunião, as acções do Sabadell subiram imediatamente esta manhã, depois de ter perdido cerca de 10% ao longo da semana, com os investidores receosos das consequências da subida da tensão entre Madrid e Barcelona na sequência do referendo de autodeterminação realizado no domingo.

Uma alteração da sede social de uma empresa é uma operação jurídica que se pode realizar no espaço de poucas horas em Espanha.

Em Maio passado, o Sabadell revelou que até ao fim do corrente ano iria voltar a ter uma sucursal em Lisboa depois de ter vendido a participação que tinha no português BCP.

Vários órgãos de comunicação social espanhóis também adiantam que a maior entidade bancária catalã, o CaixaBank dona do português BPI, estaria a estudar a mesma opção, mas fonte do banco desmentiu determinantemente essa notícia à agência Lusa, classificando-a de “especulativa” e “sem qualquer fundamento”.

O governo regional da Catalunha (Generalitat) anunciou na madrugada de segunda-feira que 90% dos catalães votaram a favor da independência no referendo de domingo, tendo exercido o direito de voto 42 por cento dos 5,3 milhões de eleitores.

A consulta popular foi convocada pela Generalitat, dominada pelos separatistas, tendo o Estado espanhol, nomeadamente o Tribunal Constitucional, declarado que era ilegal.

O presidente do executivo catalão poderá declarar unilateralmente a independência da Catalunha no início da próxima semana, depois de uma intervenção que tem previsto fazer no parlamento regional na segunda-feira, mas ainda é incerto se isso vai acontecer.