Montenegro quer PSD a ganhar as eleições autárquicas de 2021

11 Nov 2019 / 01:03 H.

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro apontou ontem como objetivo o partido vencer as próximas eleições autárquicas, em 2021, a começar pela Câmara de Lisboa.

Na apresentação da sua candidatura, em Lisboa, Luís Montenegro afirmou que, “neste novo ciclo” político, o seu objetivo é o partido “liderar o poder local”, “ganhar a maioria das câmaras, a começar pela Câmara Municipal de Lisboa”.

As eleições autárquicas, afirmou, é uma prioridade para a sua liderança, se ganhar as diretas de janeiro de 2020, e será ele próprio, enquanto líder, a coordenar o processo autárquico, ao contrário do que tem acontecido noutras eleições, em que esse papel é desempenhado pelos secretários-gerais, por exemplo.

“Sei bem o que quero para voltar a ganhar em Lisboa. Sei bem qual a estratégia e protagonistas”, disse, sem adiantar mais pormenores.

Nas autárquicas de outubro de 2017, o PSD teve o seu pior resultado de sempre em eleições locais, ganhando em 98 municípios, em listas próprias e com outros partidos. As eleiçõs foram ganhas pelo PS, que conquistou 161 câmaras, duas das quais em coligação.

Além das eleições autárquicas, Luís Montenegro quer vencer as próximas legislativas, e não “ganhar nas sondagens ou nas expetativas” e “ficar à espera” que os portugueses se virem para o PSD “quando as dificuldades apertarem”.

Por quatro vezes, e um mês depois da derrota do PSD de Rui Rio nas legislativas de 06 de outubro, Luís Montenegro falou na necesidade de ganhar eleições.

“Não chega proclamar vitórias morais para disfarçar derrotas abissais”, afirmou, numa indireta a Rio, que desdramatizou os resultados dos sociais-democratas nas eleições de outubro.

Sem nunca referir diretamente o nome de Rui Rio, o antigo líder parlamentar criticou a forma como a direção geriu o partido nos últimos anos, com divisões que não são aceitáveis, entre “os bons e os maus”, os “puros e impuros”, os “desejados e discriminados”, criticando que quem, dentro do partido, “pensava pela sua própria cabeça era dispensado”.

E prometeu que, consigo na liderança, o PSD “vai voltar a ser o que sempre foi”, “abrangente”, onde a “unidade se constrói na ação e não no conflito”, exemplo do que disse ter feito quando dirigiu o grupo parlamentar na Assembleia da República.

As eleições diretas para a escolha do presidente do PSD foram agendadas para 11 de janeiro e o congresso nacional realiza-se entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Até ao momento, há três candidatos: Rui Rio, o atual presidente; Luís Montenegro, ex-líder parlamentar; e Miguel Pinto Luz, vice-presidente da câmara de Cascais, distrito de Lisboa, e que apresenta formalmente a sua candidatura no dia 18 de novembro.

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