GNR e PSP conduziram 127 camiões de combustível entre segunda e quinta-feira

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16 Ago 2019 / 12:36 H.

A GNR e a PSP asseguraram, entre segunda e quinta-feira, o transporte de combustível em 127 camiões-cisterna no âmbito da situação de alerta declarada pelo Governo devido à greve dos motoristas, foi hoje anunciado.

Segundo um comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI), estes veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas tiveram como destino as regiões de Lisboa, de Faro, de Setúbal, de Sintra, de Beja e do Algarve.

Durante quinta-feira foram também abastecidos os aeroportos de Lisboa e de Faro.

A operação envolveu, até ao momento, 150 elementos das forças de segurança, acrescenta o MAI.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, o MAI dava conta de que, entre segunda e esse dia, a GNR e a PSP tinham assegurado o transporte de 84 camiões, o que significa que, na quinta-feira, as duas forças de segurança asseguraram o transporte de 43 camiões-cisterna.

A situação de alerta - declarada na sequência da situação de crise energética -- está em vigor entre as 23h59 do dia 9 de Agosto e prolonga-se até às 23h59 de 21 de Agosto.

A greve dos motoristas está hoje no quinto dia, depois de um dos dois sindicatos que convocaram a paralisação ter desconvocado o protesto.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que na quinta-feira abandonou a greve, com o objectivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O presidente do SNMMP, Francisco São Bento, garantiu hoje que a greve vai continuar “como até agora”, apesar de o SIMM ter desconvocado o protesto.

Os motoristas de matérias perigosas cumprem assim hoje mais um dia de greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil parcial na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Portugal está em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que permitiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.

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