Costa diz que apenas um auto de notícia durante a greve é prova de “legalidade democrática”

Lisboa /
19 Ago 2019 / 12:04 H.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que no final da greve dos motoristas haver “um único auto de notícia levantado demonstra bem como a legalidade democrática foi respeitada”, agradecendo o esforço de todas as forças de segurança.

A visita ao Sistema de Segurança Interna (SSI) foi a última de três que o primeiro-ministro fez hoje de manhã na sequência do final da greve dos motoristas, tendo falado aos jornalistas poucos minutos depois de o Conselho de Ministros eletrónico ter aprovado o fim da crise energética, a partir das 23:59 de hoje, declarada há nove dias devido a esta paralisação.

“No fim disto tudo haver um único auto de notícia levantado demostra bem como a legalidade democrática foi respeitada, e essa é a vitória mais importante que temos de assinalar”, afirmou.

De acordo com António Costa, “só foi levantado um auto de notícia visto que as pessoas, assim que notificadas sobre a obrigação que a requisição civil impunha e ficando esclarecidas, acataram a requisição e portanto não houve nenhuma situação de incumprimento”.

Felizmente, na perspetiva do chefe do executivo, “foi uma semana vivida com grande civismo, onde não houve situações de confronto nem de violência, onde houve o acatamento generalizado da legalidade”.

“E onde, ao contrário do que foi por vezes noticiado, não houve necessidade de recorrer nem à força nem a qualquer tipo de tensão”, enalteceu.

O primeiro-ministro fez questão de agradecer, na pessoa da Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, “todo o esforço que as forças de segurança desempenharam para manter a ordem pública e a tranquilidade”.

“E queria expressar aqui pessoalmente, quer aos senhores comandantes da GNR e ao senhor diretor nacional da PSP, para além de todas as forças e serviços de segurança, o nosso agradecimento pela forma como tudo correu e como souberem garantir a legalidade democrática”, acrescentou.

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