Alunos com alergias alimentares e diabetes vão ter respostas nas escolas

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18 Set 2019 / 12:26 H.

O Governo criou um grupo de trabalho para, até ao final do ano, definir mecanismos de apoio e inclusão das crianças e jovens com alergias alimentares em ambiente escolar, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

O despacho conjunto dos ministros da Educação e da Saúde define que este grupo multidisciplinar é composto por especialistas em medicina geral e familiar, imunoalergologia, pediatria e nutrição.

No texto do despacho, os ministérios sublinham que as alergias de origem alimentar são um fenómeno cada vez mais frequente, estimando-se que tenha aumentado 18% numa década e que, na população infantil, a prevalência seja de 8%.

“O tratamento base para a alergia alimentar e para a prevenção das reacções alérgicas consiste na não ingestão do alergénio em causa e também de todos os alimentos ou preparações culinárias que contenham ou possam conter o alergénio em questão”, recorda o texto, frisando que no contexto de consumo fora de casa pode haver um risco aumentado a uma exposição acidental aos alimentos em causa e que as reacções alérgicas podem ser fatais.

Num outro despacho conjunto publicado hoje, é aprovado o regulamento que enquadra o apoio às crianças e jovens com diabetes tipo 1 na escola e que define que os estabelecimentos escolares têm de garantir um horário de refeições compatível com as necessidades dos alunos com diabetes tipo 1.

Em caso de necessidade, de acordo com o plano de saúde individual do aluno, as escolas devem “criar condições adequadas para a realização dos exames nacionais ou das provas de aferição”.

O despacho agora publicado prevê ainda o compromisso de formar equipas de saúde escolar que, por sua vez, darão formação a profissionais das escolas para responderem a casos concretos de alunos sinalizados com diabetes tipo 1 e promoverão acções de sensibilização para toda a comunidade educativa.