União Europeia ainda sem solução para migrantes a bordo do barco da Open Arms

12 Ago 2019 / 12:50 H.

A União Europeia (UE) ainda não tem uma solução para os 160 migrantes a bordo da embarcação da organização espanhola Open Arms, anunciou hoje Bruxelas, já que ainda não chegaram manifestações formais dos Estados-membros para receber estas pessoas.

A informação foi divulgada na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas, na qual o porta-voz Christian Wigand informou os jornalistas de que, “no que toca aos migrantes a bordo da Open Arms, a Comissão ainda não iniciou a coordenação da operação de resgate porque não houve um pedido formal pelos Estados-membros”.

Ainda assim, “já contactámos [informalmente] alguns países para mostrarem solidariedade para com as pessoas a bordo e contribuírem para uma solução”, acrescentou o responsável.

Uma embarcação da organização não-governamental (ONG) espanhola Open Arms, com 121 migrantes a bordo, está há mais de uma semana no Mediterrâneo central à espera de uma indicação de um porto seguro para atracar, tendo pedido, na quinta-feira, ajuda formal a Espanha, França e Alemanha.

Entretanto, este fim de semana, o navio da organização Open Arms resgatou mais 39 pessoas no mar Mediterrâneo, que se somam às 121 que já estavam a bordo, elevando assim para 160 o total de migrantes no navio.

O navio está ao largo da ilha italiana de Lampedusa e foi impedido de atracar nos portos de Itália e Malta.

Também este fim de semana, Malta mostrou-se disponível para receber 39 destes migrantes, o que ainda não se concretizou.

Já concretizado foi, no domingo, o desembarque por razões de saúde de três dos 160 migrantes, aceite por Malta e Itália.

“A Comissão Europeia saúda a vontade mostrada por Malta para receber uma parte dos migrantes e também saudamos o facto de Itália e Malta terem procedido à retirada de algumas pessoas por questões de saúde”, disse Christian Wigand, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

O porta-voz realçou que “ainda falta encontrar uma solução para os migrantes a bordo [...] e isso depende da vontade dos Estados-membros”.

“A Comissão não tem competência para coordenação de operações de resgate ou para indicar locais de desembarque”, reiterou o responsável, numa alusão às declarações já proferidas pelo executivo comunitário na semana passada.

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