Ministro indonésio Wiranto estável após ser esfaqueado duas vezes

10 Out 2019 / 10:49 H.

O ministro Coordenador da Segurança indonésio, Wiranto, está hospitalizado em condição estável após ter sido hoje esfaqueado pelo menos duas vezes por um homem que já foi detido pela polícia, confirmaram as autoridades.

O ataque a Wiranto ocorreu quando o ministro indonésio saía do carro durante uma visita à cidade de Pandeglang, na província javanesa de Banten.

O porta-voz do hospital Berkah, Fismansyah, explicou que Wiranto tem “dois ferimentos profundos”, mas está em condição estável e consciente, devendo ser transferido para um hospital na capital, Jacarta, onde pode ser submetido a intervenção cirúrgica.

O porta-voz da polícia nacional, Dedi Prasetyo, confirmou que o suspeito do esfaqueamento e uma mulher foram já detidos e estão a ser interrogados, com a imprensa indonésia a apontar que poderão ser extremistas islâmicos.

Fontes policiais citadas pela France-Presse indicam que o atacante foi “exposto a radicalismo islâmico”, enquanto outra imprensa refere o atual momento de tensão na província da Papua Ocidental.

Wiranto, 72 anos, foi nomeado pelo presidente indonésio, Joko Widodo, responsável pela resolução dos confrontos que têm ocorrido nas últimas semanas na região.

Vídeos que se tornaram virais nas redes sociais mostram o ministro a sair do seu carro quando um homem de camisola preta se aproxima e o esfaqueia, após o que Wiranto cai no solo.

Wiranto estava prestes a entrar num helicóptero que o ia transportar para a capital indonésia, explicaram testemunhas, notando o ministro foi de imediato transportado para o hospital.

O ministro coordenador da Segurança era um dos principais responsáveis militares indonésios no final da ocupação indonésia de Timor-Leste, tendo sido acusado de vários abusos cometidos no território.

Wiranto nunca foi formalmente acuado de qualquer crime e atualmente coordena cinco Ministérios incluindo os de Negócios Estrangeiros, Interior e Defesa.

A Papua Ocidental foi palco de violentos tumultos no mês passado, que resultaram em dezenas de mortes e milhares de deslocados.

A agitação começou em reação aos incidentes racistas contra estudantes de Papua na Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia na ilha de Java, tendo sido também relançados os pedidos para um referendo sobre a independência.

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