Libertados mais 24 presos políticos na Venezuela

17 Out 2019 / 22:43 H.

O Governo venezuelano libertou hoje mais 24 presos políticos, elevando para 29 o número de detidos que foram colocados em liberdade na sequência de um diálogo iniciado em setembro com um setor minoritário da oposição.

O anúncio das libertações foi feito pelo procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime), Tarek William Saab, durante uma conferência de imprensa no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas.

“São libertados 24 cidadãos. Isto é um esforço importante que lança uma mensagem clara ao país e à comunidade internacional, um sinal ao mundo que revela a vontade de dialogar”, explicou o procurador-geral.

Segundo Tarek William Saab, até agora, foram libertadas 29 pessoas no âmbito do diálogo nacional.

“Não pode ser um golpe de Estado ou qualquer ação à margem da lei a resolver os assuntos da nossa nação. São os valentes que se sentam a negociar para conseguir a paz”, frisou.

Tarek William Saab precisou que as autoridades vão rever novos casos, nos próximos dias, que vão ser somados “a este gesto de boa vontade”.

“Estas libertações são um gesto do sistema de justiça para que a Venezuela caminhe pelo caminho da tranquilidade”, disse.

Entretanto, a organização não-governamental Fórum Penal Venezuelano confirmou que durante a tarde de hoje foram libertados 12 presos políticos.

Em 16 de setembro, o Governo e quatro pequenos partidos opositores (Avançada Progressista, Soluções para a Venezuela, Movimento Ao Socialismo e Cambiemos) chegaram a um acordo para instalar uma nova mesa de diálogo.

O acordo contempla a criação de um novo Conselho Nacional Eleitoral, que sejam dadas garantias aos processos eleitorais e que alguns presos políticos beneficiem de medidas alternativas à prisão.

No mesmo dia, o líder político opositor Juan Guaidó questionou a decisão de vários pequenos partidos criarem uma plataforma de diálogo com o regime, considerando que intensificará a crise no país, além de repetir manobras governamentais do passado.

“O regime já tentou antes este tipo de manobras, que levarão a uma maior crise, a um isolamento internacional. Não há confiança no regime”, declarou Juan Guaidó.

Um dia depois de assinar o acordo com este setor opositor, o Governo venezuelano libertou o deputado opositor e vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, após 132 dias de prisão.

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