Coronavírus Mundo

Coronavírus continua a matar

None

O número de mortos provocados pelo novo coronavírus subiu hoje para 426, com 64 mortes na China registadas nas últimas 24 horas, anunciaram as autoridades de Pequim.

O número total de pessoas infetadas com o novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena, aumentou para 20.438.

A Comissão Nacional de Saúde chinesa acrescentou que 2.788 dos casos de infeção são considerados graves, enquanto 632 pessoas conseguiram superar a pneumonia provocada pelo vírus e já tiveram alta.

Ao todo, mais de 220.000 pessoas que estiveram em contacto com o vírus tiveram acompanhamento médico e mais de 171.000 ainda continuam sob observação.

Todos os novos casos registados hoje foram detetados na província de Hubei.

A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países.

A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Primeira morte registada em Hong Kong

04/02/2020 Hong Kong, China, 04 fev 2020 (Lusa) - Um residente de Hong Kong de 39 anos morreu hoje vítima de pneumonia viral causada pelo novo coronavírus, a primeira morte registada na região administrativa especial chinesa e a segunda fora da China continental.

De acordo com as autoridades do território, o homem viajou para Wuhan, centro do surto do novo coronavírus (2019-nCoV), de comboio no dia 21 de janeiro e voltou para Hong Kong em 23 de janeiro.

A emissora pública de Hong Kong RTHK indicou que, na semana passada, o homem teve dores musculares na semana passada e febre. Mais tarde, “foi transferido para uma ala de isolamento após a confirmação do coronavírus”.

Esta é a primeira morte ligada ao coronavírus registada em Hong Kong e a segunda ocorrida fora da República Popular da China.

No sábado passado, um chinês de 44 anos, residente em Wuhan, morreu nas Filipinas, indicou o Departamento de Saúde filipino, em comunicado.

Desde as 00:00 (20:00 em Lisboa) de hoje, Hong Kong fechou quase todas as fronteiras terrestres e marítimas para o continente para impedir a propagação do novo coronavírus. Apenas dois postos de controlo de fronteira, a Baía de Shenzhen e a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, vão continuar abertos.

Sobe para nove o número de pessoas infectadas em Macau

O número de pessoas infetadas em Macau com o novo coronavírus subiu para nove, depois de diagnosticada a infeção numa residente de 29 anos, foi hoje anunciado.

“Foi diagnosticado em Macau um novo caso confirmado da infecção pelo novo coronavírus, numa mulher, 29 anos de idade, residente de Macau”, indicaram as autoridades, em comunicado.

Este poderá ser o primeiro caso de contágio em Macau, já que a paciente garantiu não ter saído do território nos últimos dias e manteve contacto direto e próximo com o oitavo caso confirmado no território, numa mulher de 64 anos.

De acordo com a mesma nota, a mulher “visitou a casa do oitavo caso confirmado em Macau em 24 de janeiro e ficou lá por cerca de quatro horas”.

No dia seguinte apresentou sintomas de tosse, febre e corrimento nasal, mas “os sintomas desapareceram posteriormente”, indicou o comunicado. Na segunda-feira, os Serviços de Saúde, através do rastreamento a pessoas que mantiveram contacto com o oitavo caso, aconselharam a mulher a fazer o teste no hospital.

“A equipa de prevenção e controlo de doenças dos Serviços de Saúde está a realizar uma investigação epidemiológica e vai acompanhar contactos próximos deste novo caso”, acrescentaram.

Portugal sem máscaras para vender

O chefe do Governo de Macau disse hoje que Portugal já não tem mais máscaras para vender, mas garantiu que o território tem máscaras suficientes para enfrentar o surto do novo coronavírus.

“Macau tem dinheiro”, mas tem sido difícil arranjar máscaras no mercado, disse Ho Iat Seng, em conferência de imprensa, durante a qual anunciou todos os casinos do território vão fechar durante duas semanas.

Por entre vários apelos aos residentes para que permaneçam em casa, o líder do Governo de Macau indicou que o território adquiriu máscaras em países como Estados Unidos e Portugal, mas, por causa do surto do coronavírus e da grande quantidade deste equipamento médico utilizada na China, está a encontrar “dificuldade em arrajar mais máscaras no mercado externo”.

“Neste momento, Portugal já não tem mais máscaras”, afirmou o responsável do território, que conta dez casos confirmados de infeção pelo coronavírus.

As autoridades informaram que mais de 2,9 milhões de máscaras foram vendidas, desde o anúncio do primeiro caso de infeção em Macau, há duas semanas.

O Governo de Macau adquiriu ao todo 20 milhões de máscaras, que estão a chegar em vários carregamentos, e a serem distribuídas por farmácias convencionadas, associações e outros espaços definidos pelas autoridades. Cada residente, mediante apresentação da identificação, recebe dez máscaras para igual número de dias.

“Se forem necessárias mais máscaras, o Estado [chinês] vai ajudar”, afirmou o líder do executivo de Macau.

Quantos aos desinfetantes, esgotados em Macau, Ho Iat Seng disse que não vai utilizar o mesmo método de racionamento para a população. “Não vamos garantir esse tipo” de produto para a população, afirmou.

“Importante é nos hospitais e lares (...) esses têm de ser garantidos”, frisou, acrescentando ter sido adquiridas quatro toneladas de produtos desinfetantes.

“A prioridade é para os trabalhadores médicos (...) não queremos que médicos e enfermeiros sejam infetados”, reforçou Ho Iat Seng.