PS considera que Orçamento Regional não responde aos problemas da Administração Pública

Jacinto Serrão afirma que PSD e CDS estão “numa guerra pelos cargos da administração pública”

16 Jan 2020 / 19:40 H.

O PS considera que o Orçamento Regional para este ano não responde “às inquietações e aos problemas dos trabalhadores da função pública na Região”. O Grupo Parlamentar dos socialistas reuniu-se, esta tarde, com a UGT-Madeira, com o objectivo de ouvir as preocupações e a posição desta organização relativamente ao documento apresentado pelo Governo Regional e, deste modo, poder apresentar propostas de alteração ao mesmo.

Jacinto Serrão admitiu que “as questões que se prendem com a Administração Pública regional neste Orçamento são bastante preocupantes” e que os trabalhadores “não irão ver aquilo que corresponde às promessas antigas e requentadas que estão nos programas de Governo do PSD – e agora também do Governo do PSD-CDS”.

O deputado socialista, que foi o porta-voz no final desta reunião, avançou que o PS tem alertado o Governo para a questão das perdas de rendimentos dos trabalhadores da Administração Pública, mas que não houve acolhimento para essa situação neste orçamento. “Verificamos que o Governo Regional, mais uma vez, não cumpre as suas obrigações executivas e também não tem uma estratégia para a reforma da Administração Pública regional”, disse.

Por outro lado, o parlamentar socialista adiantou que existem também problemas de transparência no funcionamento da Administração Pública que têm de ser resolvidos, bem como problemas de renovação dos funcionários, já que a Região tem o maior índice de envelhecimento destes profissionais.

Jacinto Serrão acusou o Governo Regional de procurar “usar a Administração Pública regional como um expediente para tirar dividendos eleitoralistas, instrumentalizando-a com o aparelho dos partidos políticos”. Jacinto Serrão afirmou que o PSD e o CDS estão “numa guerra pelos cargos da administração pública”, sendo que esta disputa não é nada salutar, porque “põe em causa a transparência e a credibilidade da mesma e mina claramente a confiança dos cidadãos neste serviço que é pago com os impostos de todos os madeirenses e deveria ser transparente e isento de instrumentalização político-partidária”.