Orçamento da Região foi “mais do mesmo” e com “ténue influência” do CDS

Comentadores no debate da TSF-Madeira dizem que o documento é pouco ambicioso

25 Jan 2020 / 13:07 H.

Ricardo Vieira, António Trindade e Miguel Sousa juntaram-se, na passada sexta-feira, para mais um debate na TSF-Madeira. O Orçamento Regional para 2020, a polémica em torno da aquacultura na Ponta do Sol e a escolha para a Direcção Clínica no SESARAM foram alguns dos temas em análise.

Sobre o documento com as linhas orientadoras para a Região em 2020, António Trindade disse estarmos perante “mais do mesmo”, sem “grandes novidades materiais”. Grandes temas no panorama institucional regional e nacional não mereceram “discussão profunda”.

Perante um orçamento de coligação, Ricardo Vieira considerou que o CDS teve uma “ténue influência. O aumento das verbas para a promoção turística ou as listas de espera foram interessantes, mas no geral “foi um orçamento pouco ambicioso”. O abrandamento da carga fiscal era de grande importância, mas não foi contemplado. Ponto negativo também para o empresário António Trindade, por ser útil para trazer para a Madeira outras culturas produtivas.

Miguel Sousa sublinhou que a verba do orçamento não é suficiente para “fazer o que é necessário”. No seu entender, os deputados passaram uma semana a falar de despesa sem “inventar uma nova receita”. Baixar os impostos não é a solução porque iria reduzir ainda mais a verba regional disponível.

Os comentadores analisaram também a questão da operação portuária na Madeira. São unânimes ao defender um novo modelo de gestão. Mas, no fundo, “quem paga é que é importante”, observa Miguel Sousa, adiantando que os aumentos, a existirem, vão ter de se repercutir em alguém.