Navio de cruzeiro surpreende ao fazer escalas nas ilhas Desertas e Selvagens

Estreante ‘Hanseatic Nature’ passou a tarde de ontem nas Desertas e a manhã de hoje nas Selvagens, levantando algumas dúvidas, que o DIÁRIO elucida

12 Out 2019 / 15:47 H.

O novo navio de cruzeiro (expedição) ‘Hanseatic Nature’ que, na última quinta-feira, pela primeira vez, chegou ao Porto do Funchal, passou a tarde de ontem nas Ilhas Desertas, e hoje, a caminho das Canárias, fez nova ‘escala’ nas Ilhas Selvagens, onde permaneceu fundeado até ao início desta tarde.

Com 139 metros de comprimento por 22 de largura, o ‘Hanseatic Nature’, inaugurado este ano, tem capacidade para 230 passageiros e 175 tripulantes. Neste cruzeiro transporta perto de duas centenas de passageiros e 168 tripulantes. A Madeira foi a primeira escala deste ‘pequeno’ cruzeiro temático de 13 dias, previsto terminar na costa de África, depois de passar por Canárias e Cabo Verde.

Chegou ao Funchal ao início da tarde da última quinta-feira, vindo de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, de onde saíra na tarde da passada terça-feira, dia 8.

O navio com bandeira das Bahamas pernoitou no cais norte do Porto do Funchal e deixou o Funchal ao princípio da tarde desta sexta-feira, dia 11. Em trânsito para La Palma, nas Canárias, rumou inicialmente em direcção às Ilhas Desertas, onde permaneceu ‘parado’ o resto da tarde de ontem em frente à Deserta Grande. Alegadamente os passageiros terão desembarcado ali por algumas horas. Só perto do anoitecer, o navio da Hapag-Lloyd Cruises retomou a marcha para Sul, mas em direcção às ilhas Selvagens, onde chegou esta manhã. Até ao início da tarde ali permaneceu fundeado, junto à Selvagem Grande.

Não sendo inédito a presença de navios de cruzeiro naquelas ilhas, nomeadamente desta companhia norueguesa, esta ‘escala’ nas Selvagens não deixa de ser um acontecimento raro naquela remota Reserva Natural, situada a cerca de 250 quilómetros a Sul do Funchal. Mas é perfeitamente legal.

Ao contrário de outras ocasiões em que as condições de mar não permitiram o transbordo de passageiros, hoje, o mar calmo nas Selvagens, proporcionou o desembarque da maioria dos ocupantes do ‘Hanseatic Nature’.

Com o navio fundeado na zona onde habitualmente costuma ficar o navio patrulha da Marinha – cerca de uma milha da costa -, todos os passageiros, ou pelo menos a esmagadora maioria dos 198 turistas, aproveitaram para voltar a pisar terra firme. Enquanto uns deixaram-se ficar a descansar junto da ‘casa dos vigias’, outros aproveitaram a oportunidade para subir a Selvagem Grande.

“Como o mar está bom, desembarcaram e vieram até terra. Houve um grupo de 75 pessoas que subiu ao topo da Selvagem Grande numa visita guiada. Os outros que não subiram, alguns já com mais idade, aproveitaram para relaxar”, revelou ao DIÁRIO um vigilante da natureza ali destacado.

Ao início da tarde os visitantes já haviam regressado ao navio, que entretanto retomou a marcha em direcção à ilha de La Palma.

Ao início da tarde, o navio de cruzeiro retomou a viagem com destino ao Porto de Santa Cruz de la Palma, na ilha de Palma, nas Canárias, onde é esperado este domingo de manhã. Ao final da noite de amanhã, volta a zarpar para a curta travessia até a ilha vizinha de El Hierro (também no sector Oeste do Arquipélago das Canárias), com chegada prevista para segunda-feira de manhã. Nesse mesmo dia à tarde, inicia a maior viagem deste cruzeiro pelas ilhas Atlânticas. Dois dias de navegação rumo a Cabo Verde, onde tem chegada prevista na quinta-feira, dia 17, a primeira de três escalas neste arquipélago africano. Aporta primeiro no Mindelo, no dia seguinte, em Santo Antão, e termina a passagem cabo-verdiana, na ilha do Fogo, no próximo sábado, dia 19.

Segue-se a derradeira etapa deste cruzeiro até a costa africana. O porto de Dakar, no Senegal, é a última escala, na segunda-feira da próxima semana, dia 21.

Dentro de dois anos o ‘Hanseatic Nature’ deve regressar à Madeira. Tem já escala reservada no Porto do Funchal para 18 de Outubro de 2021.

Equipado com as mais recentes tecnologias que associam conforto e eficiência energética, utiliza como combustível o Marine Gas Oil, com baixo teor de enxofre.

Construído como navio de Classe Polar 6, dirige-se essencialmente à realização de cruzeiros de expedição em várias rotas nas regiões do Árctico, durante o verão europeu, e na Antárctida, no inverno. Além das águas polares, também é utilizado para realizar cruzeiros em destinos tropicais como a Amazónia, mares do sul e ilhas exóticas.

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