Miguel Gouveia foi “picado pela doença do sono”, acusa Albuquerque

16 Jun 2019 / 18:02 H.

O presidente do Governo deu esta tarde o ‘troco’ ao presidente da Câmara Municipal do Funchal ao ter acusado o Executivo de Miguel Albuquerque de ter “virado as costas” ao município que o projectou na vida política regional. O governante ripostou o ataque do autarca que substituiu Paulo Cafôfo afirmando que Miguel Silva Gouveia pertence a um conjunto de políticos que “foram picados pela doença do sono” cujo sintoma da enfermidade é “culpar os outros com a sua própria incompetência. Não é assim, meus amigos, que se faz política”, observou.

O chefe do governo insular falava na Festa da Cereja e aproveitou o momento para sublinhar que caso seja eleito nas próximas eleições regionais a Via Expresso do Estreito de Câmara de Lobos ao Jardim da Serra “será uma prioridade” tal como será a ligação entre o Curral das Freiras ao Jardim da Serra, uma forma de potenciar o turismo das duas localidades, frisou.

Antes da sua intervenção escutou diversas reivindicações do presidente de Junta entre as quais a conclusão da rede de saneamento básico, mais caminhos agrícolas para que não haja um abandono da agricultura. Albuquerque apontou e garantiu que antes do término do seu mandato será lançada a empreitada na Achada.

Miguel Silva Gouveia recordou existirem “vários problemas pendentes” com o Governo Regional, alguns dos quais foram levantados ainda enquanto Miguel Albuquerque era presidente do município do Funchal. Exemplificou com a situação dos cinco milhões de euros retidos pelo executivo insular relativos a 2009 e 2010, dos tarifários municipais de águas e resíduos, que foram “fortemente criticados” pelo agora chefe do executivo do arquipélago.

“A realidade é que, passado um mandato inteiro, mais de quatro anos de Governo Regional, não se encontrou qualquer tipo de solução para aquelas que eram as próprias criticas que ele mantinha quando cá estava”, realçou à LUSA. O autarca destacou ainda que estes problemas se mantêm, mas “não é por falta de tentativa de diálogo e soluções da Câmara do Funchal”, que tem “sistematicamente solicitado a resolução de alguns dossiês”.

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