Madeira na vanguarda com Centro de Inclusão Social no valor de 8,8 milhões de euros

12 Jul 2019 / 17:55 H.

Chama-se Centro de Inclusão Social da Madeira e é considerado um exemplo na inclusão de pessoas com deficiência. O presidente do Governo Regional inaugurou, esta tarde, o espaço de 9.900 metros quadrados, localizado na Rua da Levada de Santa Luzia, no Funchal, e que custou 8,8 milhões de euros, entre obras e equipamentos.

O edifício é composto por cinco pisos e inclui uma sala de snoezelen e um tanque terapêutico, tal como relembrou a secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade, que também visitou a nova infra-estrutura. “Este é um edifício pensado de raiz para dar uma resposta social muito importante”, frisou Rita Andrade. A governante lembrou que neste espaço estão utentes com vários tipos de deficiência, que usufruem dos Centros de Actividades Ocupacionais (CAOs) e do lar. “Os utentes com deficiência profunda, que se encontravam na Quinta do Leme, foram reencaminhados para este espaço”, disse. Exemplificou que, anteriormente, estes utentes tinham as suas actividades e alojamento dispersos por vários edifícios e que agora podem viver em permanência neste local, sem necessidade de deslocações diárias. De momento, 20 pessoas estão institucionalizadas e há possibilidade de aumentar o número, caso exista essa real necessidade.

Por outro lado, os participantes de CAO’s de outros concelhos têm oportunidade de usufruir das várias valências deste espaço, que agora acolhe de forma permanente os CAOs de São Pedro, Santo António e CADP.

O Centro de Inclusão Social conta ainda com várias oficinas e até uma Sala de Estética e Auto-Imagem. 140 funcionários fazem parte deste núcleo que recebe 172 utentes (incluindo os 20 pertencentes ao lar).

Um centro “do melhor que há no país”

Miguel Albuquerque dirigiu uma palavras às centenas de pessoas que se encontravam presentes na cerimónia oficial de inauguração deste Centro de Inclusão, lembrando o trabalho que foi feito ao longo dos anos por Eleutério de Aguiar.

O presidente do Governo Regional já tinha realizado uma visita técnica ao local e fez questão de frisar que este é um centro “do melhor que há no país”. “Esta foi uma obra difícil. Nós retomámos depois de ter estado parada e nós tivemos sempre a compreensão da empresa Mota-Engil”, agradeceu Miguel Albuquerque.

O governante referiu o trabalho “pioneiro e de vanguarda”, ao longo de 40 anos, no que diz respeito ao ensino especial e à inclusão. Mostrou-se orgulhoso pelo trabalho nesta área. “Uma sociedade civilizada é aquela que apresenta índices de tratamento e de apoio aos cidadãos mais vulneráveis mais elevados”, destacou.

“Hoje, na Madeira, temos um Centro de excelência, com profissionais de excelência, que resulta de um trabalho de muitos anos”, disse, acrescentando o facto do humanismo ser determinante para que uma sociedade possa evoluir.

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