Governo assegura que intervenção na ribeira de São Vicente terminará dentro de três semanas

A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas reconhece, no entanto, que “apesar de terem sido tomadas todas as medidas, infelizmente, neste tipo de intervenções, nem sempre é possível evitar a formação de águas turvas”

03 Jul 2019 / 19:14 H.

Relativamente à intervenção na ribeira de São Vicente que está a gerar críticas, conforme noticiou o DIÁRIO esta manhã, a Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas respondeu às questões solicitadas por este jornal.

Aquele organismo governamental começa por dizer que “a intervenção mencionada em título incide num pequeno segmento fluvial, com cerca de 400 metros de extensão, pertencente ao curso de água principal da Ribeira de São Vicente, a montante das grutas de São Vicente”.

E explica que “o objectivo da intervenção consiste em melhorar as condições de funcionamento hidrológico e hidráulico de um segmento fluvial de trajectória curvilínea, com uma largura de rasto na ordem dos 50 metros, onde predomina claramente a dinâmica de deposição do caudal sólido transportado em situação de cheia, pelo que, antes do início de cada ano hidrológico, é necessário repor as condições físicas adequadas à manutenção de um trecho de leito de cheia, que possa contribuir para reduzir a componente sólida dos escoamentos de cheia e a consequente acção erosiva das correntes fluviais no troço canalizado de jusante”.

E adianta que no seguimento da primeira intervenção de fundo de modelação morfológico do leito serão realizados “trabalhos de manutenção do equilíbrio ecológico do respectivo ecossistema fluvial, por via da concretização de acções de revitalização da vegetação ripícola típica destas linhas de água”.

E para o cumprimento dos objectivos acima traçados, elenca que a concretização das seguintes acções:

“- Corte e remoção da vegetação invasora no meio do leito, com prioridade para a remoção de árvores tombadas para o canal fluvial;

- Remoção do material aluvial excedentário acumulado no leito;

- Intervenção de recuperação de travessões hidráulicos, em estado avançado de desintegração física;

- Criação de valas laterais para introdução e condução da vegetação ripícola nos limites do leito, promovendo a estruturação de alinhamentos longitudinais de vegetação ribeirinha em contínuo ao longo das margens, que ficarão mais protegidas da erosão fluvial”.

A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas reconhece, no entanto, que “apesar de terem sido tomadas todas as medidas, infelizmente, neste tipo de intervenções, nem sempre é possível evitar a formação de águas turvas”.

Mas deixa uma garantia: “A SREI irá manter o acompanhamento e vigilância nesta intervenção, reconhecendo a sensibilidade do curso de água em apreço, bem como a zona de praia onde esta ribeira desagua. Reforçamos que esta intervenção consubstancia uma medida de segurança de pessoas e bens. Dentro de três semanas prevê-se a conclusão destes trabalhos”.

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