CDS reage à audição do presidente executivo da TAP

Os populares desafiam Paulo Cafôfo, o PS e Bernardo Trindade a se pronunciarem sobre a “insensibilidade” de Antonoaldo Neves para com os madeirenses

14 Set 2018 / 18:20 H.

“As palavras que o CDS tem para classificar aquilo que disse o presidente da TAP na Assembleia da República, é insensibilidade e falta de conhecimento da realidade da Madeira, bem como em relação aos preços exorbitantes das viagens que, na óptica desse senhor, afinal são módicos”. É esta a reacção do vice-presidente do Conselho Regional do CDS, Martinho Câmara, em nome da Direcção do CDS-PP Madeira, às declarações de Antonoaldo Neves, presidente executivo da TAP, durante a audição realizada na Assembleia da República.

O dirigente centrista, vereador na Câmara da Calheta e antigo deputado na Assembleia Regional, lamentou que o responsável máximo da TAP tenha classificado de “preço módico” aquilo que é a maior dificuldade para a maioria dos residentes na Madeira, que é a falta de capacidade financeira para poderem adiantar quantias elevadas para uma viagem Madeira-continente.

Martinho Câmara colocou os cancelamentos sucessivos da TAP como um entrave à economia regional, ao turismo e à mobilidade dos madeirenses para dizer que a forma como o presidente da TAP abordou estes problemas é reveladora do desconhecimento que tem da realidade. “O senhor administrador deveria ter outra atitude e sobretudo partilhar o sentimento de dificuldade que os madeirenses sentem para sair da Região”, afirma.

O dirigente do CDS estranha ainda que “um candidato a presidente do Governo Regional”, que costuma ir Lisboa “dar uns murros na mesa”, ainda nada tenha dito sobre as declarações “graves” do presidente da TAP. Martinho Câmara estende a crítica o PS Madeira e ao administrador não executivo da TAP, o madeirense Bernardo Trindade, que, afirma, “anda agora a sugerir que é preciso tratar da ligação marítima mas não tem uma palavra sobre a TAP.”