Camisola de Cristiano Ronaldo “desaparecida” divide associação portuguesa em Toronto

22 Abr 2019 / 09:10 H.

O “desaparecimento” de uma camisola de Cristiano Ronaldo que foi oferecida a uma associação madeirense de Toronto está no centro de uma polémica que divide actuais e antigos dirigentes.

A camisola que terá sido utilizada por CR7 num jogo oficial de Portugal foi doada pelo Museu CR7 mas os actuais dirigentes da associação não sabem onde está e acusam os anteriores dirigentes de a terem escondido.

“Até dezembro de 2017 nenhum sócio da Casa da Madeira tinha conhecimento de qualquer peça enviada pelo Museu CR7 ou estava em exposição na instituição”, afirmou José Rodrigues, conselheiro das Comunidades Madeirenses.

Esta situação, disse o dirigente, está a deixar “revoltada e indignada” a comunidade madeirense no Canadá.

Em 2017, uma directora da Casa da Madeira de Toronto, ao visitar o museu, foi informada do envio de umas botas oficiais de Cristiano Ronaldo e de uma camisola, equipamento utilizado num jogo oficial da selecção nacional.

Em 2018, a associação teve eleições e ganhou uma direcção que em maio começou a solicitar informações sobre o “paradeiro do material”, explicou o conselheiro.

“Segundo informação que me enviaram, o envio do material ocorreu no início do ano de 2016. Já lá vão três anos e a camisola continua desaparecida”, lamentou José Rodrigues.

Entretanto, o anterior presidente entregou as chuteiras oficiais de Cristiano Ronaldo à Casa da Madeira, no dia 18 de julho de 2018, mas a camisola continua desaparecida.

“Vamos continuar à procura da camisola, apesar das expectativas serem poucas. Os argumentos que nos têm apresentado são reprováveis e inaceitáveis e foi tudo trabalho de uma irresponsabilidade, de um desrespeito por aquilo que receberam”, desabafou.

Segundo informações obtidas dadas pelo museu, a camisola foi solicitada e enviada em 2016, e as botas em 2017, e que seria para se “juntarem à camisola que estava alegadamente exposta no salão da Casa da Madeira”, algo que nunca sucedeu.

No dia 7 de abril, numa assembleia-geral, os sócios da Casa da Madeira tiveram conhecimento de todo o episódio e decidiram afastar “seis associados incluindo o anterior presidente”, que ficam “proibidos de entrar nas instalações da colectividade”, confirmou o presidente da assembleia-geral, Salomé Gonçalves.

Contactado pela Lusa, o ex-presidente da Casa da Madeira de Toronto, Rick Coelho, visado pelas críticas, confirmou que “a camisola foi trocada por erro” na sequência de um sorteio de rifas.

“Tínhamos duas camisolas de Cristiano Ronaldo, cada uma, dentro de um envelope. A camisola do Real Madrid, deveria ser a atribuída nas rifas, e sem querer entregamos ao vencedor do sorteio a camisola em questão (utilizada num jogo oficial por CR7)”, justificou.

O antigo dirigente lamentou ainda toda a situação prometendo estar a trabalhar para “recuperar a camisola perdida”.

Calcula-se que existem cerca de 25 mil portugueses e lusodescendentes de origem madeirense no Canadá.