Calado pede aos empresários para estarem atentos e verem “quem é que ajuda os madeirenses”

23 Mai 2019 / 11:30 H.

Ao todo são 4 milhões de euros que serão introduzidos na economia regional, até ao Verão, através do INICIE+, o sistema de incentivos a micro e pequenas empresas que foi apresentado, hoje, no Salão Nobre do governo regional. Um programa que é um aproveitamento dos reembolsos efectuados pela União Europeia, referentes a programas anteriores e que vai privilegiar o comércio tradicional.

O sistema de apoios foi apresentado pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial, Jorge Faria que começou por referir que o programa exclui os estabelecimentos integrados em grandes superfícies comerciais, para beneficiar o comércio tradicional e prevê majoração dos apoios para empresas instaladas fora do Funchal e para a criação de novos postos de trabalho.

O INICIE+ prevê um apoio máximo, não reembolsável, de 25.000 euros e as candidaturas estarão abertas a partir da próxima segunda-feira. O IDE espera distribuir uma primeira parcela de apoios, de 2,5 milhões de euros, já no próximo mês e o restante até Agosto.

Jorge Faria fez questão de lembrar que “tudo foi feito dentro do IDE sem ser necessário recorrer a sábios de fora”.

O vice-presidente do governo regional, que tutela o IDE, começou por recordar que, desde 2016 até agora, já foram entregues às empresas 74 milhões de euros em apoios, dos quais 11,1 milhões “vêm directamente do orçamento regional”.

Pedro Calado justifica a aposta nos apoios às empresas com a criação de postos de trabalho e mais investimento reprodutivo. Uma aposta que se traduz em mais contribuições fiscais que permitem reduzir “ainda mais” as taxas dos impostos.

“Em dois anos consecutivos, o governo regional baixou o IRC. Para as mciro-empresas, temos a taxa mais baixas do país, 13%, para os primeiros 15.000 euros”, lembrou. Calado recordou, também, o esforço de redução da dívida pública em 1,5 mil milhões de euros que é “reflexo da boa gestão”. Consequência directa é, garante, a redução da taxa de desemprego que veio de 15,%, em 2015 para os actuais 7%.

Sobre o aproveitamento dos fundos comunitários, respondendo a acusações da oposição, voltou a apresentar números - 44% de execução e 88% de compromisso do actual quadro comunitário - que colocam a Madeira acima da taxa de aproveitamento do país.

“Gostaria que os empresários estivessem muito atentos a tudo o que se tem feito na Região”, pediu o vice-presidente que não deixou de criticar a forma como o governo da República trata a Madeira.

“Nunca olharam para a Madeira e apoiaram como deveriam. Se assim fosse, teriam tido a decência de reduzir a taxa de juros que cobram à Região”, afirmou o governante que voltou a pedir aos empresários para verem “quem é que ajuda os madeirenses”

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