Assembleia Legislativa da Madeira assinala 500 anos do edifício do parlamento com nova imagem e duas conferências

03 Dez 2019 / 18:21 H.

A construção do edifício que hoje alberga a Assembleia Legislativa da Madeira, foi concluída em Fevereiro de 1519. O projecto faz parte de uma das medidas do rei D. Manuel, em 1497, de incorporação da Madeira no património da “Coroa para sempre”, que ditou a construção da “Alfândega Nova”. Este edifício, outrora constituído por uma grande Sala de Despacho, no piso térreo, com arcadarias de sabor gótico e com capitéis esculpidos, é Monumento Nacional desde 1943 (Decreto nº 32 973, DG, 1.ª série, n.º 175 de 18 Agosto 1943).

A 4 de Dezembro de 1987 o edifício da “Alfândega” fica a ser a sede da Assembleia Legislativa da Madeira, depois de ter passado pela Avenida Zarco, onde a primeira sessão parlamentar aconteceu a 19 de Julho de 1976.

É esta importância histórica e cultural, de 500 anos, que Assembleia Legislativa da Madeira assinala, amanhã, no Dia da Comemoração 43.º Aniversário.

Ao marco histórico associa-se ainda a nova imagem gráfica da Assembleia legislativa da Madeira, da autoria do arquitecto Paulo David, um dos arquitectos portugueses de renome nacional e internacional.

O programa festivo começa pelas 18h15, com a sessão de abertura e inauguração da exposição fotográfica “Outro tempo da mesma pele”, com fotografias do acervo do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, que retratam um pouco da história do edifício no século passado.

Nesta sessão de abertura participa o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, em representação do presidente do Executivo madeirense, Miguel Albuquerque.

Às 18h25 é apresentada a Colecção de Jóias 600 Anos (60 pares de botões de punho) da autoria do investigador João Baptista Pereira da Silva.

Pelas 18h40 acontece a conferência “Da Alfândega Velha à Alfândega Nova”, proferida pelo director da Alfândega do Funchal, João Paulo Matias.

“Do Poder à Política: Parlamento, Democracia e Autonomia para o Século XXI” é a segunda conferência, agendada para as 18h55, a realizar pelo director da revista Islenha, o historiador Marcelino de Castro. Diz o conferencista, em resumo, que “a comunicação pretende modestamente equacionar e avaliar o sentimento de carência participativa na representação parlamentar, como factor que mina e subverte a nobreza cultural da política, como análise, como salvaguarda de diálogo e de comunicação; como entendimento, como decisão e conciliação no presente, prevenindo na medida do possível o futuro”.

O programa comemorativo dos 43 anos da Assembleia Legislativa da Madeira termina com um concerto com os combos de Jazz do Conservatório – Escola das Artes da Madeira, que acontece às 19h15, e encerra com o habitual “Madeira de Honra”.

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