Mudas acolhe exposição de Catarina Branco

Projecto insere-se no protocolo bilateral Madeira - Açores

13 Dez 2018 / 17:11 H.

Ao abrigo do Protocolo Bilateral de Cooperação entre a Madeira e os Açores, na área da cultura, resultante de uma organização conjunta entre o MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira e o ARQUIPÉLAGO - Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, será inaugurada, no próximo sábado, dia 15 de Dezembro, pelas 18 horas, a Exposição de Catarina Branco no MUDAS. Museu, cerimónia que conta com a presença da Secretária Regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço.

Concretizada ao abrigo do referido protocolo Bilateral, este projecto – que é constituído por instalação e escultura, na base de obras maioritariamente provenientes de coleccionadores particulares que têm vindo a acompanhar a autora, no seu vasto percurso internacional – prevê que, durante o período em que a Exposição esteja patente ao público, até ao dia 15 de Junho de 2019, venha a ser apresentada uma obra especificamente concebida pela autora, para o MUDAS, que será posteriormente integrada na colecção do Museu.

Fazendo parte das gerações de artistas mais jovens, nascidas nos Açores, Catarina Branco é aquela que mais se tem vindo a destacar nos últimos anos, apresentando-se, pela primeira vez, na Região.

Sobre a autora

Catarina Branco nasceu na Ponta Delgada, em 1974. Licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, tendo frequentado várias formações nas áreas da Cenografia, da Gravura, do Desenho e da Pintura, sob orientação dos artistas Roswitha Gerlitz, Bartolomeu dos Santos, João Queiroz e Pedro Calapez.

Entre os vários locais onde expôs, que constituíram marcos no seu percurso individual, estão: o Centro de Arte Manuel de Brito, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Nacional Soares dos Reis, a Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, a Carpe Diem Arte e Pesquisa, a Galeria Belo-Galsterer, a Galeria Fonseca Macedo, a Universidade de Berkeley (EUA), o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (Rio Grande do Sul - Brasil), ou o Museu Aloísio Magalhães (Recife-Brasil).

A sua obra está representada em várias colecções privadas e institucionais, entre as quais a Colecção Manuel de Brito ou a colecção ARQUIPÉLAGO.

Viveu parte da sua infância e adolescência nos Fenais da Luz (Ponta Delgada), freguesia rural da ilha de São Miguel, tendo essas vivências quotidianas, e tudo o que bebeu do imaginário popular do seu entorno, influenciado a sua obra. Elegendo o papel recortado à mão como seu media de eleição, Catarina Branco desenha com tesoura, cola e papel colorido, vertendo nos seus projectos as suas introspecções, cruzando o sentido colectivo (associado à sua identidade cultural local) com o sentido de Mundo global, por meio da miscigenação de referências oriundas de culturas extraeuropeias.

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