Assuntos diversos
No DN de 23 de agosto, página 2, com o título: “Padre Martins - Um revolucionário de mentalidades”; estando nas primeiras 13 linhas, o seguinte: “José Martins Júnior foi padre, deputado, presidente da Câmara de Machico, músico e uma das figuras mais controversas da vida pública madeirense depois do 25 de Abril. Mas reduzir o seu percurso à sucessão de cargos é perder aquilo que melhor explica a marca que deixou: durante mais de meio século, fez da Ribeira Seca o centro de uma intervenção religiosa social, cultural e política que ultrapassou largamente os limites da freguesia”, artigo do Sr. Jornalista, Élvio Passos.
Conheci o Padre Martins Júnior, quando ainda era seminarista no Seminário da Encarnação, Funchal; quando eu era chefe de equipa da JOC - Juventude Operária Católica do Funchal; quando fazíamos os retiros, na Semana Santa da Páscoa, no Seminário da Encarnação.
O Padre Martins Júnior, quando foi ordenado, com boa classificação, foi colocado na Sé Catedral do Funchal. Verificando a muita pobreza que havia na freguesia da Sé começou a alertar os padres mais velhos para essa realidade. Como consequência, foi colocado numa pequena capela, situada numa zona de grande pobreza do Porto Santo, cuja capelinha estava próximo ao Hotel do Porto Santo, que foi o primeiro Hotel no Porto Santo.
Como havia muita pobreza, nessa época, preparou o povo daquela zona, para constituir o Grupo Folclórico o Moinho, para atuarem no Hotel que estava próximo. Deste modo, promoveu aquele povo para a vida cristã, e como cidadãos com mais cultura e civilidade cristã.
Depois, foi mobilizado como capelão militar, para a guerra no Ultramar de Portugal, cuja arma que usava, era o seu instrumento musical de cordas.
Quando regressa à sua terra natal, foi colocado numa zona de pobreza em Machico, onde não havia Igreja Católica Diocesana, no sítio da Ribeira Seca.
O desenvolvimento do sítio da Ribeira Seca, como Paróquia, deve-se aos seus paroquianos, com o seu Pároco, Padre Martins Júnior, que foi aos países onde havia Paroquianos, afim de angariar fundos monetários, para o construção do templo da Igreja, povo de Deus, da Ribeira Seca, que já lá edificado há dezenas de anos.
No DN de 26 de agosto do presente ano, página 22, a última carta com o título: ‘A ressurreição de Jesus Cristo”, do Sr. Edgar B. Silva; estando no penúltimo parágrafo, o seguinte:
“O mundo evoluiu muito ao longo destes dois mil anos. Só as religiões é que não evoluíram nada e continuam a acreditar que o ser humano é o mesmo estúpido e ignorante como há dois mil anos atrás. Hoje, as pessoas já deveriam ter inteligência suficiente para não se deixarem manipular nem acreditarem em mentiras sem sentido”.
Há duas realidades distintas: A Ressurreição de Jesus Cristo e comportamento dos seres humanos. Jesus Cristo surgiu, na história da humanidade, há mais de 2026 anos, com o fim de implantar o Humanismo Cristão. Que é: faz o bem, não olhes a quem e deixou-nos uma pequena oração do Pai Nosso, que o famoso escritor; psiquiatra; psicoterapêutico e investigador na área da psicologia, informa que a pequena oração do Pai-Nosso, contém 16 segredos.
Quanto aos comportamentos dos seres humanos, há muita diversificação; pelo facto de cada pessoa ser única e irrepetível.
Só com uma boa educação e consciencialização dos seus actos praticados, se pode considerar uma pessoa bem educada e instruída; ou uma pessoa mal educada e ignorante, causadora de grandes danos na sociedade onde vive. Observe-se as bestialidades, que os seres humanos, estão a causar ao nosso Planeta Terra, alterando as condições climáticas, que estão a causar vários danos e destruição a nível internacional.
José Fagundes