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Criar sustentabilidade e resiliência

O desafio de gerir um território é hoje mais abrangente e multidisciplinar, sobretudo devido às alterações climáticas e à urgência de uma política ambiental que deve estar no centro de toda a gestão territorial.

Todos os planos de gestão de um território devem hoje ser desenhados com uma agenda ambiental responsável, que proteja e maximize os recursos e a sua sustentabilidade; e que crie resiliência territorial perante condições ambientais extremas, como catástrofes naturais, ou em situação de incêndio.

Em Santa Cruz, temos em execução várias medidas ambientais que visam essa resiliência territorial, bem como uma gestão mais racional de recursos que serão cada vez mais escassos, como é o caso da água. Avançamos este ano com três milhões para o combate a perdas na rede de distribuição de água potável e pretendemos manter ou mesmo intensificar este ritmo de investimento, para que os seus efeitos sejam efetivos na redução do desperdício, que neste momento se situa nos 70%. Só com este primeiro investimento, vamos conseguir uma redução de perdas entre 30% a 40%.

Paralelamente, a qualidade de vida de um território também se irá balizar na capacidade que tivermos de gerir a crescente produção de lixo, tendo o Município de Santa Cruz, neste domínio, um plano ambicioso para a recolha de resíduos tanto os indiferenciados como na recolha seletiva. Os novos investimentos vêm juntar-se a outros já implementados, de que são exemplo o início da recolha porta a porta, a criação do Eco Centro Municipal, a implementação de ilhas ecológicas e a modernização da frota de recolha.

Mas o desafio de gerir um território com uma agenda ambiental não se limita às áreas tradicionalmente gestoras do ambiente. Esta abordagem é multidisciplinar e, em Santa Cruz, temos a Proteção Civil Municipal a desenvolver um trabalho absolutamente necessário de criação de corredores de contenção de fogos florestais, que em muito contribuirá para a segurança do território e para a proteção não apenas de pessoas e bens, mas de todo um coberto vegetal que urge preservar.

Com apenas alguns exemplos ficam aqui claros os desafios ambientais que hoje se colocam à gestão do território. A maior parte destes investimentos são as chamadas obras invisíveis, mas à invisibilidade é sobreposta uma importância vital na sustentabilidade e resiliência dos territórios e no incremento da segurança e qualidade de vida.