Hungria mantém asilo automático a ucranianos em idade militar contrariando União Europeia
A Hungria vai continuar a oferecer asilo de forma automática a homens ucranianos em idade militar (25 a 60 anos), contrariando uma decisão da União Europeia (UE), de Julho último, anunciou hoje o primeiro-ministro, Péter Magyar.
Em declarações aos jornalistas, em Budapeste, o chefe do governo justificou a decisão com o facto de existirem magiares étnicos que fogem da região ucraniana da Transcarpatia para a Hungria.
Aludindo às "necessidades defensivas da Ucrânia", os Estados da UE decidiram em julho dar proteção apenas a ucranianos que tivessem cumprido as suas obrigações militares.
O estatuto da comunidade magiar na Hungria, que ascende a 100 mil pessoas, é uma fonte de atritos diplomáticos entre os dois países vizinhos desde há anos, com Budapeste a acusar Kiev de não respeitar os direitos das minorias étnicas.
Apesar de Magyar ter rompido com as políticas do antecessor, o ultranacionalista Viktor Orbán, o assunto da minoria magiar na Ucrânia continua a suscitar tensões.
Último exemplo vem do primeiro-ministro húngaro que disse hoje que, apesar de junho se ter desbloqueado o início as negociações de adesão da Ucrânia à UE, não vai apoiar a abertura de novos capítulos, perante a falta de avanços na recuperação de direitos da minoria magiar na Ucrânia.