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A Guerra Mundo

Rússia reivindica ataque a navio graneleiro ucraniano em porto de Odessa

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Foto Massonforstock

O Ministério da Defesa da Rússia reivindicou hoje um ataque da sua força aérea contra um navio graneleiro e três tanques de combustível na cidade portuária ucraniana de Izmail, na província de Odessa.

"Drones de ataque atacaram um navio de carga a granel no porto de Izmail, na região de Odessa, que transportava material militar para a Ucrânia, e três tanques de combustível destinados às Forças Armadas ucranianas, assim como a infraestrutura portuária utilizada para o descarregamento de material militar", afirmou o ministério russo em comunicado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, denunciou hoje ao seu homólogo francês, Jean-Noel Barrot, que a Rússia está a "intensificar" os ataques no Mar Negro, o que tem efeitos na economia ucraniana em plena época de colheita de cereais, de que Kiev é um dos maiores exportadores mundiais.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis.

Moscovo tem intensificado os ataques com mísseis balísticos e a liderança ucraniana tem pedido ajuda para reforçar a defesa aérea, fortemente debilitada ao nível de mísseis intercetores.

Já o lado ucraniano reforçou a campanha de ataques de longo alcance contra refinarias, depósitos de armas, instalações militares e outros alvos estratégicos no interior do território russo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).