Seguro promete "continuar e melhorar" Festa do Livro em Belém
O Presidente da República prometeu hoje "continuar e melhorar" a Festa do Livro em Belém porque um "país que lê é um país melhor", referindo que a obra "A arte de não ter sempre razão" é um "recado muito geral".
"O melhor balanço vê-se na face das pessoas que aqui estiveram durante estes dias todos. (...) Foi muito importante que as pessoas, em torno de um livro, consigam conviver, conversar. É uma iniciativa para continuarmos e para melhorarmos", disse António José Seguro aos jornalistas no último dia da Festa do Livro em Belém.
Esta festa foi criada pelo seu antecessor em Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, tendo o atual Presidente da República decidido manter a iniciativa.
"No próximo ano continuaremos com a Festa do Livro, alterando aquilo que é necessário, melhorando sempre, mas o importante é continuarmos a insistir no lema: um país que lê é um país melhor", garantiu.
Na quinta-feira, primeiro dia da iniciativa e para o qual convidou Marcelo Rebelo de Sousa, António José Seguro quis partilhar umas passagens de um livro que o acompanhou no período de férias, "A Arte de Não Ter Sempre Razão", de Martin Desrosiers, que considerou ser "um livro que todos os opinadores deviam ler e assimilar antes de abrir a boca".
Questionado sobre se foi um recado particular, o Presidente da República respondeu telegraficamente: "não, era um recado muito geral, infelizmente".
Sobre o país que espera que exista na próxima edição desta festa, ou seja em 2027, Seguro escusou-se a responder diretamente.
"Hoje o que quero é promover a língua portuguesa, os criadores portugueses, os autores, os editores, os livreiros. Todas as pessoas que extraordinariamente, e às vezes com muitas dificuldades, nos ajudam a continuar a encontrarmo-nos com os livros", elogiou.
Esta tarde, Seguro assistiu à conversa "Ninguém escolhe nascer rico ou pobre", em torno do livro "Gente como Nós", de Miguel Herdade, passou por algumas bancas de livreiros, recebeu livros, pedidos para tirar fotografias e muitos cumprimentos, tendo assistido ainda à homenagem a Álvaro Cassuto pela Orquestra Sem Fronteiras, dirigida por Martim Sousa Tavares.
Depois de uma breve entrevista na Rádio Freguesia de Belém, uma rádio online institucional que foi convidada a fazer a sua emissão na Festa do Livro em Belém, o Presidente da República encontrou Manuela Eanes, mulher do antigo chede de Estado Ramalho Eanes, de quem ouviu que é e será "um grande Presidente" e os elogios por não "arranjar problemas" e "servir o país com integridade".