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PCP critica acção do Governo face aos combustíveis e reitera fixação de preços

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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, criticou hoje a política do Governo face aos combustíveis e reiterou que é preciso "fixar os preços, regular os preços, e beliscar aquilo que são os lucros dos grandes grupos económicos".

Paulo Raimundo, que visitava o festival Iminente em Lisboa, considerou, em declarações aos jornalistas, que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, devia "fazer um teste de ADN" afirmando que ele já é pai "da austeridade".

"Eu acho que o melhor era o sr. primeiro-ministro fazer um teste de ADN, porque de facto ele já é o pai disso tudo, da austeridade, da prestação para nossas vidas, do aumento do custo de vida", disse.

Paulo Raimundo afirmou ainda que as empresas petrolíferas e da distribuição estão a lucrar cada vez mais com a "desgraça das pessoas" e que Montenegro é responsável por não salvaguardar as condições de vida das pessoas.

"O primeiro-ministro é responsável pela vida de todos nós e, portanto, se não fizer nada, como não está a fazer, passa a ser responsável por isso (...) as galp's deste país continuam a concentrar lucros históricos, nunca vistos, ora, das duas, três, ou se ataca isso, ou então o resto é tudo conversa", afirmou o secretário-geral.

"A questão central é que nós estamos perante lucros históricos e há alguém, há alguém neste país, uns poucos neste país, que estão a encher, a encher e a concentrar riqueza à custa da desgraça de milhares de pessoas", acrescentou.

Paulo Raimundo afirmou ainda que o Governo está a lucrar com a guerra (no Irão). "O Governo continua a bater o pé a dizer que não está a lucrar com a guerra (...) o Governo está a lucrar com a guerra", asseverou.

A questão fundamental é parar esses lucros, estancar esses lucros que são astronómicos, fazer com que esses lucros tenham consequências na vida de cada um de nós, para melhorar a nossa vida e parar a guerra", acrescentou.

O secretário-geral do PCP acusou também o executivo de querer salvaguardar os lucros dos grupos económicos. "O que se está a salvaguardar é os lucros da Galp, é os lucros da banca, é os lucros da grande distribuição. Isso é que se está a salvaguardar, o resto é conversa".

Relativamente ao Orçamento de Estado (OE) Raimundo afirmou que este é um instrumento do Governo e que o partido contesta, criticando até quem compactuar com o "rumo" das politicas do executivo.

"O Orçamento do Estado é um instrumento da política do Governo, ora, se a política do Governo é esta que nós contestamos, uma desgraça nacional (...) se o Orçamento do Estado for um instrumento desta política, nós não podemos acompanhar, aliás, até criticamos quem vai acompanhar isso", reiterou o secretário-geral.