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Madeira

Empresas madeirenses vão ter apoio para adoptar inteligência artificial

DRCIS prepara acompanhamento directo às empresas e aponta para 23 milhões de euros de fundos nacionais

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As empresas da Madeira e do Porto Santo poderão beneficiar de uma fatia dos cerca de 23 milhões de euros de fundos nacionais previstos para apoiar a adopção de Inteligência Artificial (IA), estando também em preparação apoios de âmbito regional. O montante destinado à Região ainda não está definido, segundo Andreia Collard, directora regional de Competitividade, Inovação e Sustentabilidade.

A responsável falava à margem da apresentação, esta quinta-feira, da Agenda Regional para a Inteligência Artificial – Empresas (ARIA-Empresas), promovida pela Secretaria Regional de Economia, no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira. A iniciativa pretende acelerar a adopção desta tecnologia pelas micro, pequenas e médias empresas regionais, com horizonte em 2030.

Andreia Collard explicou que a estratégia não se limitará à definição de objectivos, prevendo a criação de um modelo regional que identifique as ferramentas de IA mais adequadas à realidade empresarial madeirense. A DRCIS pretende ainda disponibilizar formação, conhecimento técnico e orientação sobre cibersegurança e protecção de dados.

A preparação das empresas será, segundo a directora regional, uma etapa essencial antes do acesso aos fundos. “Se as empresas estiverem preparadas e souberem exactamente o que têm que fazer, é muito mais fácil depois candidatarem-se para estes fundos”, afirmou, acrescentando que estão a ser desenvolvidos esforços para garantir financiamento nacional e regional.

Frutaria como 'laboratório'

A aplicação prática da tecnologia já está a ser testada na Região. Um dos projectos envolve uma frutaria, onde se pretende transformar uma fotografia dos produtos armazenados num inventário digital, dispensando a contagem manual. Na restauração, a IA poderá apoiar a elaboração de menus a partir dos produtos disponíveis em cada época e a sua tradução para várias línguas.

A DRCIS prevê deslocar-se às empresas para analisar os processos existentes e identificar aqueles que podem ser optimizados com recurso à IA. O projecto 'Digitalizado' deverá permitir avaliar o funcionamento das empresas antes e depois da introdução destas ferramentas.

A responsável alertou ainda para a necessidade de as empresas se prepararem para o cumprimento do Regulamento Europeu da Inteligência Artificial, nomeadamente através da formação dos trabalhadores que utilizem sistemas desta natureza. O incumprimento das regras poderá dar origem a coimas elevadas, advertiu.

Para Andreia Collard, a utilização da IA será progressivamente banalizada até 2030, à semelhança do que hoje sucede com o correio electrónico. “Isto nem sequer é uma coisa do futuro, isto já está a acontecer”, afirmou.