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Israel anuncia concurso para novas 2.167 habitações de polémico megaprojecto de colonatos

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Foto EPA

Israel abriu hoje um novo concurso para a construção de 2.167 habitações adjacentes ao colonato de Ma'ale Adumim e parte do controverso plano de urbanização de assentamentos E1, que dividirá o norte e o sul da Cisjordânia ocupada.

Apesar da pressão da comunidade internacional e da ameaça de possíveis sanções, as propostas para este concurso público, segundo pormenorizou a organização não-governamental israelita Ir Amim, poderão ser enviadas a partir de 25 de outubro (dois dias antes das eleições presidenciais) até 21 de dezembro.

"A nova data sublinha a determinação do Governo em impulsionar o projeto do colonato E1 com toda a sua força e criar uma realidade cada vez mais irreversível no terreno antes das eleições", denuncia a Ir Amim num comunicado.

A 18 de agosto, o Governo israelita anunciou um primeiro concurso para construir 1.234 habitações nesta zona ocupada da Cisjordânia, que, com as 2.167 anunciadas hoje, perfazem as 3.401 aprovadas há um ano para o projeto, ao qual se opõe grande parte da comunidade internacional.

A 08 deste mês, os ministros dos Negócios Estrangeiros de 12 Estados, incluindo Portugal, confirmaram a intenção de introduzir restrições nacionais e apoiar medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband, de origem judaica, concretizou que o veto britânico às importações dos colonatos só entraria em vigor dentro de seis ou nove meses, e pormenorizou novas sanções contra empresas e indivíduos que facilitem o crescimento do plano urbanístico.

Com a construção dessas 3.401 habitações, Israel tomará um terreno de 1.200 hectares situado a leste de Jerusalém, separando esta cidade do resto da Cisjordânia ocupada e expulsando várias comunidades beduínas palestinianas das suas terras.

Este megaprojeto urbanístico, a concretizar-se, impossibilitará definitivamente a continuidade territorial de um futuro Estado palestiniano.