DNOTICIAS.PT
A Guerra Mundo

Bulgária e República Checa defendem prioridade ao bem-estar nacional sobre ajuda a Kiev

Rumen Radev, primeiro-ministro da Bulgária. 
Rumen Radev, primeiro-ministro da Bulgária. , Foto EPA

Os primeiros-ministros da Bulgária, Rumen Radev, e da República Checa, Andrej Babis, defenderam hoje priorizar o bem-estar social nos respetivos países ao envio de armamento e ajuda financeira para a Ucrânia.

"Priorizamos o bem-estar e a segurança dos nossos cidadãos acima do constante fluxo de dinheiro e armas para essa guerra", afirmou Radev à imprensa em Sófia, após reunir-se com o homólogo checo.

O chefe do Governo búlgaro, considerado pró-russo, reiterou mais uma vez a sua conhecida posição em favor de uma aproximação diplomática a Moscovo, ao afirmar que, nas cimeiras da NATO e da União Europeia (UE) se deveria ouvir com mais frequência "a palavra paz".

Alertou também para o impacto económico de uma "guerra de desgaste no coração da Europa".

Por seu lado, Babis considerou a UE "absolutamente passiva" na resolução do conflito desencadeado em fevereiro de 2022 pela invasão russa da vizinha Ucrânia.

O governante checo criticou, além disso, a aparente incapacidade dos líderes europeus para negociar um cessar-fogo, em contraste com os contactos diretos mantidos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com o chefe do Kremlin, Vladimir Putin.

O encontro em Sófia ocorre após a recente visita à cidade do primeiro-ministro eslovaco, o eurocético Robert Fico, o que consolida um eixo crítico na Europa Central contra a posição oficial de Bruxelas em relação a Moscovo.

Após a sua subida ao poder, em maio deste ano, o executivo de Radev suspendeu o envio gratuito para Kiev de armas e munições procedentes das reservas estratégicas do Exército búlgaro.

No entanto, fontes oficiais esclareceram que essa medida não afetou a forte indústria militar do país.

As empresas búlgaras continuam a produzir e a vender armamento a parceiros aliados, como a Polónia, o Reino Unido e os Estados Unidos, de onde é posteriormente transferido para a Ucrânia.