Polidesportivos da Escola Levada vão a concurso em 2027
Elsa Fernandes garante que não haverá falta de professores neste ano lectivo. Novas fusões só em 2027/2028
É uma escola renovada, mais iluminada e isolada, a que abre as portas a 1.036 alunos para o começo de mais um ano lectivo. Falamos da Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva, que há uma década aguardava pela renovação, agora concretizada. As obras de intervenção incluíram intervenções na estrutura principal e estenderam-se ao pavilhão, num total de sete milhões de euros de investimento público. Fica por fazer a zona dos campos polidesportivos, para avançar no próximo ano, através de um novo concurso público. O presidente do Governo estima que essa nova obra chegue aos 5 milhões de euros. Miguel Albuquerque esteve esta manhã na instituição de ensino, para a visita da praxe. A par de Miguel Albuquerque, estiveram na ‘Levada’ também os secretários regionais de Equipamento e Infra-estruturas, e de Educação, Ciência e Tecnologia. Na ocasião, Elsa Fernandes referiu a perda de mil alunos, em relação ao ano lectivo passado, e garantiu que está tudo a postos, em termos de professores e técnicos, para o novo ano de aulas que agora começa.garant
Imagens do antes e do depois espalhadas pelo percurso da visita ajudaram a perceber a profundidade e a importância dos trabalhos realizados na renovação da Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva, que serão complementados com novos equipamentos novos para as salas de aula e para os laboratórios, já encomendados.
Armando Barreiro, director da Escola, assume que estas obras eram “importantíssimas” e há muito aguardadas, há uma década que vinha alertando para a degradação. "Esperámos alguns anos para que efectivamente as pudéssemos concretizar”, confessou.
O director revelou que está tudo pronto para avançar para mais um ano lectivo e que na escola os telemóveis continuarão a ter espaço, segundo as regras da instituição. Defende que o usso do telemóvel é uma questão de educação e que “começa em casa”. “Proibindo na Escola e em casa ser anárquico, é complexo. Tem que haver uma discussão mais ampla”, defendeu.
Sobre se o número de professores e assistentes operacionais é o necessário, foi evasivo: “O suficiente é sempre muito relativo, o posso dizer é que, o número que nós pedimos e trabalhamos com a Secretaria Regional de Educação, hoje estamos prontos a arrancar o ano lectivo sem problemas alguns, quer em termos de docentes, quer de não docentes”.
2026/2027 começa com 26.100 alunos e 5.670 professores vinculado, revelou a secretária. Elsa Fernandes garante que não haverá falta de professores.
A Secretária fez as contas: no ano passado foram contratados 285 professores, destes 62 vincularam. Foram contratados este ano 247, pontualmente serão contratados mais para substituição, a que se juntam os 48 destacados. Saíram 70 para a reforma e 85 para o continente. A isto há a juntar os menos mil alunos, que se reflectem em menos turmas. “Está tudo preparado, temos os professores colocados, portanto está tudo pronto para o ano lectivo iniciar”, garantiu a governante.
Elsa Fernandes explica que anteviu o problema da falta de professores: “Se não tivéssemos alterado nada, relativamente ao ano passado, provavelmente agora estaríamos com falta de professores. Mas antevendo esse problema tomámos várias medidas, nomeadamente indeferimos destacamentos, portanto 48 professores que estavam destacados das áreas mais carenciadas voltaram às escolas”. A Secretária da Educação sublinha, no entanto, que há uma variável que não depende da Secretaria, que é a diminuição do número de alunos. “Este ano temos menos de 1.000 alunos no sistema educativo, na parte pública, isso reflete-se em menos de 40 turmas. Mantivemos o número de alunos por turma, a média de alunos por turma, mas de qualquer maneira temos menos de 40 turmas, o que se reflecte realmente na necessidade de menos pessoal docente”.
Em termos de parque escolar, não estão previstas reaberturas de escolas nem fusões. No próximo ano lectivo o 1.º e 2.º Ciclos deverão ser integrados, o ministério deverá definir as regras sobre as quais o Governo Regional vai trabalhar. Nessa altura eventualmente fará sentido fundir mais algumas escolas”, avançou. “Neste ano não quisemos avançar com esse processo porque para o ano haverá essa integração e portanto não fazia sentido estar a pensar já na fusão”.
A redução de alunos foi por toda a ilha. Em 2024 eram 29.000 crianças e jovens nas escolas. Neste momento são 26.100, comparou. “Só no 2.º ciclo (…) é que há mais nove turmas, de resto em todos os níveis decresceu o número de alunos. Exceptuando nas creches, que se mantém”.
Voltando à Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva e empreitada constituiu a recuperação estrutural da escola, no contexto geral, desde fachadas, pintura interior e exterior, caixilharias, vidros duplos, energia, iluminação, painéis fotovoltaicos e também a recuperação do pavilhão, resumiu Miguel Albuquerque, avançando que em consequência deverá haver uma poupança de energia na ordem dos 40%. “Neste momento, a escola está, do ponto de vista estrutural, praticamente nova, com muito mais comunidade, mais funcionalidade, melhor conforto, com outras condições para a prática do exercício da docência. Vamos avançar, já no próximo ano, com a última fase, que é aqui os campos desportivos, uma estrutura vazada que permitirá, eventualmente, também, acomodar algum estacionamento”, adiantou.